Tecnologia de Informação (TI) como um serviço – passo a passo

Tecnologia de Informação (TI) como um serviço é uma técnica emergente. Permite aos líderes de tecnologia a flexibilidade de fornecerem o conjunto certo de serviços aos seus negócios. O mundo das TI está a mudar dramaticamente. As empresas estão cada vez mais a descobrir que os serviços de TI estão a tornar-se na base da experiência do cliente. A TI como serviço não é simplesmente um novo modelo de entrega de aplicações.

 

A TI como um serviço é uma nova abordagem

Permite fornecer uma variedade de serviços modulares que são direcionados para resolver problemas de negócios em constante mudança. Os serviços podem ser tão simples e diretos como a computação ou o armazenamento na cloud. Mas os serviços de TI também podem ser utilizados ​​para soluções mais complexas.

Além disso podem existir outros serviços como os micro-serviços e os serviços de integração. São serviços que permitem criar rapidamente novas soluções para ajudar os clientes de uma maneira mais criativa e eficiente. O modelo de TI como Serviço requer algum planeamento avançado para criar consistência e previsibilidade.

 

Mas antes de conseguir utilizar o novo modelo tem de conhecer bem a sua realidade atual:

  1. Que tipo de infraestrutura tem atualmente?
  2. Que aplicações está a executar no seu data center e nas suas unidades de negócio?
  3. Quão bem, o seu ambiente tecnológico atual, atende às reais necessidades da sua empresa?
  4. Quão bem o seu ambiente tecnológico atual suporta os seus clientes?

 

O seu objetivo é aumentar a capacidade do negócio para criar rapidamente soluções inovadoras:

  1. Será que está preparado para mudar quando surge nova concorrência?
  2. A organização de TI pode tornar-se num agente para o apoiar nessa mudança?

 

Este artigo destina-se a ajudá-lo a entender os fundamentos da TI como um serviço. As TI como um serviço tornaram-se num ambiente de computação híbrida que permite às empresas alavancar o seu data center e as nuvens públicas e privadas. Portanto o seu objetivo é fornecer aos negócios os serviços apropriados com base no preço, disponibilidade, segurança e nível de serviço.

 

Como a organização de TI muda quando se torna um provedor de serviços para a empresa?

Este artigo foca-se sobretudo no processo de planeamento e na estratégia necessária para começar a fazer a transição para o novo modelo. Além de ser necessário um planeamento correto, as organizações de TI precisam também de ser capazes de se coordenar adequadamente com as unidades de negócios. Para assim conseguirem atender às necessidades atuais e necessidades futuras.

Se você é um líder de negócios ou chefe de serviços de TI, este artigo oferece-lhe uma boa linha de orientação. De forma a mapear corretamente os tipos de tecnologia que você precisa de entender e como todo o processo de planeamento funciona. Este artigo também oferece uma compreensão do processo de colaboração entre a liderança de TI e os líderes de negócios.

 

Índice do Artigo

 

Capítulo 1: Por que precisa da TI como um serviço

  1. Explicar a transição da TI
  2. Definir a TI como um serviço
  3. A Importância dos serviços modulares
  4. Modelo de computação híbrida
  5. Os diferentes modelos cloud
  6. Infraestrutura como serviço
  7. Software como serviço
  8. Plataforma como serviço
  9. Business Process como serviço
  10. O que é o DevOps
  11. O foco na inovação
  12. Flexibilidade no núcleo
  13. A Importância da automação
  14. O Valor dos serviços de consultoria
  15. A abordagem orientada
  16. A importância do planeamento

 

Capítulo 2: A importância da cadeia de valor de TI

  1. O valor de uma cadeia de valor
  2. Definir a cadeia de valor de TI
  3. Sistemas desligados atuais
  4. Nenhum departamento é uma ilha
  5. Criar e gerir cadeias de produção de TI
  6. Fundamentos da cadeia de valor de TI
  7. Portal de atendimento automático
  8. Conjugação de serviço
  9. Serviços de aplicação
  10. Serviços de dados
  11. Importância da análise cognitiva
  12. Integração e APIs
  13. Serviços em cloud
  14. Criar um caminho a seguir

 

Capítulo 3: Definir o modelo de serviços

  1. Apoio a um ambiente híbrido
  2. Comece com o planeamento
  3. Como uma abordagem híbrida suporta a mudança
  4. Os fundamentos da TI como serviço
  5. O caminho para a TI como um serviço
  6. Gestão do ciclo de vida de TI como serviço
  7. O catálogo de serviços
  8. Padrões e melhores práticas
  9. Automação e conjugação de serviços
  10. Consultoria de serviços de TI
  11. Integração de serviços
  12. Gestão de APIs

 

Capítulo 4 : Implementar a TI como um serviço

  1. Os requisitos do negócio
  2. Entender as cargas de trabalho
  3. Tornar padrão a infraestrutura
  4. Proteger a sua empresa
  5. Pensar além do centro de dados
  6. Criar um modelo sustentável
  7. Gerir a previsibilidade e a mudança
  8. Começar a jornada

 

 

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Alguma Suposições

As informações contidas neste artigo são úteis para muitas pessoas, mas temos que admitir que fizemos algumas suposições sobre quem achamos que são as mais interessadas:

Já está a utilizar uma variedade de serviços internos e externos para apoiar melhor as necessidades do negócio. Você quer ser visto como um parceiro de negócio.

Está no processo de criação de um modelo radicalmente novo de computação, focado na velocidade, agilidade e conformidade.

Sabe que conseguir responder à necessidade de inovação é o coração da implementação de novas tecnologias na sua empresa.

Entende o enorme potencial de um modelo de serviços e está preparado para avançar de forma a ajudar a sua empresa a crescer e evitar as ameaças competitivas.

A sua organização está a começar a entender que todos os seus recursos de computação estão a tornar-se num conjunto de serviços de TI.

Recursos esses, projetados com a modularidade e a flexibilidade necessária para tornarem a sua empresa mais eficiente e eficaz.

 

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Capítulo 1 – Por que você precisa de TI como um serviço

 

▶ Explicar a transformação da TI

▶ Definir a TI como um serviço

▶ Alavancar serviços modulares

▶ Compreender o valor do modelo híbrido

▶ Diferença entre modelos cloud e modelos de tarefas

▶ Qual o papel do DevOps na cloud híbrida

▶ Descobrir a importância da automação

▶ Promover a flexibilidade através de serviços de intermediação

 

A TI está a mudar rapidamente nesta era cada vez mais digital. A TI não pode mais existir como um ambiente rígido em que as aplicações são criadas com base em processos de negócio desatualizados. A TI não pode dar-se ao luxo de se defender contra as necessidades mutáveis ​​do negócio. Apenas alguns anos atrás, as organizações de TI estavam com medo do advento dos serviços na cloud. Como resultado, os líderes de TI viram que as unidades de negócio estavam a começar a utilizar serviços de cloud pública. Infelizmente não conseguiam convencer a TI a responder às suas necessidades.

Mas entretanto, muita coisa mudou.

Os líderes de TI reconheceram que, tanto para sobreviver quanto para prosperar, precisam de fazer parte da solução. Isto tudo para que a organização possa responder a novos desafios e oportunidades. Neste capítulo, explicamos por que a TI está a transformar-se num modelo de TI como serviço. Também explicamos as novas mudanças e como o negócio beneficia do valor da nova TI.

 

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Explicar a Transição da Tecnologia de Informação (TI)

A adoção de novas tecnologias normalmente é um dos principais transtornos de qualquer negócio. Em épocas em que as empresas mudam lentamente, a adoção de nova tecnologia também é lenta. No entanto, quando surgem grandes mudanças na estratégia de negócios e nas tecnologias, aparecem novas formas de alavancar a inovação. A típica organização de TI passou por várias transformações nas últimas cinco décadas.

De facto, a era inicial da computação, parecia-se muito com a atual computação na cloud. Esse modelo de partilha foi criado para permitir que as empresas utilizem recursos de sistemas com mais capacidade e mais complexos. Quando as necessidades de computação das empresas eram estáticas, essa parceria entre prestadores de serviços e empresas funcionou bem. Mas à medida que o ritmo da mudança nos negócios acelerou nos anos 80, ficou claro que esse modelo era lento demais, caro demais e inflexível demais.

Como resposta e esses problemas, as empresas moveram a TI para departamentos internos. Os resultados alcançados foram bem recebidos. Mas entretanto apareceram grandes mudanças na tecnologia que começaram a surgir nas últimas décadas do século XX. Essas mudanças trouxeram novas tecnologias distribuídas e novas opções de software. Ajudaram as empresas inteligentes a movimentarem-se mais rápido que os seus concorrentes. Nos últimos anos, novas ameaças competitivas e oportunidades de negócios surgiram de novas empresas nunca antes vistas.

O advento da cloud pública mudou tudo na TI.

As unidades de negócios estavam insatisfeitas com a falta de agilidade de muitas organizações de TI. Os líderes da linha de negócios ( LoB ) estavam a ver empresas emergentes a aproveitarem os serviços na cloud para criar novas ofertas de produtos e serviços. Produtos esses que, tinham o potencial de atrair novos compradores e manter os seus clientes sempre fiéis. De facto era algo que tinha necessariamente de mudar.

Esses líderes assumiram e promoveram a cloud pública de forma a construírem serviços mais inovadores num esforço para inovar e manter os clientes felizes. Mesmo quando os líderes de LoB utilizaram serviços de cloud pública a um ritmo cada vez mais rápido, alguns dos líderes de TI demoraram a assumir a transição. Ao que parece eles não queriam ver as suas organizações de TI minadas.

Esses líderes de TI tinham preocupações legítimas sobre questões como privacidade e gestão. Mas começaram a reconhecer que, se quisessem manter o lugar na sala de reuniões com a administração das empresas, teriam mesmo que mudar. A mudança significava que teriam que adotar a cloud e encontrar maneiras de oferecer o nível certo de flexibilidade aliado a um nível certo de controlo.

A estratégia passaria pelo processo de equilibrar a flexibilidade com a gestão e controlo financeiro. Os líderes de TI estão a utilizar a TI como um serviço e uma maneira de construir alianças com os líderes de negócios. Assim, a TI passa a fornecer os serviços necessários com a qualidade certa e no momento certo.

 

 

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Definindo a TI como um serviço

A TI como um serviço é um modelo de gestão operacional utilizado para fornecer serviços de TI com base nos requisitos da empresa para aquele momento. Muitas organizações de TI estão a transformar-se em provedores de serviços de TI e a adotar uma estratégia de TI como um serviço. Ao fazer a transição para um modelo de TI como um Serviço, as organizações de TI estão a transformar-se. Passam de empresas de TI tradicionais para intermediários de uma variedade de serviços de cloud pública e privada. Passam a ser provedores de serviços geridos por terceiros e fornecedores de serviços tradicionais de data center. Ao oferecer serviços de intermediação, as empresas de TI têm mais informação sobre os custos.

Isso irá ajudar os negócios a tomar melhores decisões para as empresas poderem manter os seus custos sob controlo. Ao adotarem uma estratégia de TI como um serviço, as organizações de TI podem ganhar a confiança dos líderes de negócios.

 

 

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Tornar-se num parceiro de confiança

Um comerciante de médio porte estava a passar por grandes mudanças no mercado. Houve um número cada vez maior de comerciantes on-line que foram desafiando a posição de mercado desse comerciante. A empresa estava bem estabelecida e tinha a reputação de oferecer excelentes produtos a um grupo de clientes fiéis. Mas com o aumento de concorrentes, algo teve que mudar. Os líderes do LoB estavam revoltados.

Eles exigiram que a TI agisse rapidamente para que a empresa oferecesse aos clientes uma experiência on-line sofisticada que ultrapassasse as novas empresas concorrentes. Estava ansioso para ajudar, mas existiam alguns problemas. O CEO não queria utilizar serviços na cloud com medo de que os dados do cliente fossem comprometidos. Os líderes empresariais estavam mais preocupados em acompanhar as últimas tecnologias. Os profissionais de TI não estavam familiarizados com os serviços de cloud e queriam criar uma nova aplicação de cliente no seu data center.

 

Infelizmente as coisas não estavam no bom caminho.

Cada reunião terminava como mais e mais gritos. Os líderes empresariais deixaram de ir às reuniões todos juntos e começaram a enviar um analista júnior para os representar. O resultado desta falha de comunicação, foi que os líderes do negócio instruíram os seus analistas a utilizarem os serviços de cloud pública. Deviam usa-los para criar aplicações voltadas para o cliente de forma a ajudá-los a sobreviver aos novos concorrentes.

Mas o CIO percebeu que a luta pelo controlo era desesperadora. Apenas conseguiu impedir a organização responsável pela TI do planeamento e da tomada de decisões. Portanto, o CIO tomou a decisão de repensar o papel da TI. A organização de TI poderia tornar-se numa fonte de serviços para qualquer tecnologia necessária ao negócio. Mas não foi um processo simples.

Exigiu a transformação da TI, de um conjunto integrado de plataformas e aplicações, para uma organização que tinha um catálogo de ofertas. Ofertas essas que estão disponíveis para atender às necessidades dos negócios em constante mudança.

 

Ou seja os seus serviços deixaram de ser estáticos.

Em vez disso, haveria um catálogo de serviços que estaria em conformidade com as políticas corporativas de segurança e gestão. Interfaces de programação de aplicações (APIs) teriam de ser adicionadas para vincular os serviços certos de forma a fornecer resultados. Aliás, todas essas ofertas incluiriam uma interface de assistência técnica para utilizadores corporativos.

No início, os líderes do negócio estavam céticos do que a TI poderia ou conseguiria mudar. Mas com o tempo, a TI tornou-se uma organização de serviços e a confiança começou a crescer. Os líderes do negócio deixaram de fazer reuniões estratégicas sem a presença dos responsáveis pelas TI.

 

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A importância dos serviços modulares

A possibilidade de migrar de um modelo de computação hierárquico para um modelo de serviços mais flexível exige modularidade. No entanto a ideia é simples. Para se tornar num provedor de serviços de TI, você precisa fornecer um catálogo de serviços que possam ser vinculados para criar novas aplicações e novos valores para a empresa.

Esses serviços precisam de ser conjugados no seu conjunto para poderem criar valor comercial. Por exemplo, uma aplicação monolítica pode ser facilmente implementada numa cloud, mas dificilmente pode ser modificada. A aplicação precisaria de ser decomposta para que todos os módulos individuais fossem compreendidos.

A partir daí, os módulos precisariam de ser avaliados para determinar se são ou não viáveis ​​para a utilização num ambiente cloud. Depois de ter esses serviços modulares, eles tornam-se a base para um mercado de serviços cloud. Um serviço modular é um processo claramente definido e que não tem dependências de serviços externos.

 

Também inclui APIs bem definidas.

Cada serviço precisa de ser testado quanto à precisão da política capturada e quanto à precisão técnica. Esses serviços, são então colocados num catálogo, para que fique claro onde o serviço foi originado, como ele deve ser utilizado e quem o pode. Este tipo de arquitetura modular ajuda a criar o tipo de ambiente propício para que os serviços possam ser utilizados ​​numa variedade de modelos. Modelos de implementação baseados sobretudo em necessidades organizacionais.

 

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O valor do modelo de computação híbrida

A cloud híbrida está a tornar-se na abordagem preferida das organizações de TI que adotam modelos de TI como um serviço. Uma estratégia de cloud híbrida permite que as empresas alterem rapidamente os processos e os requisitos de computação para acompanhar o ritmo das mudanças nos negócios. Por exemplo, você pode querer criar uma nova aplicação móvel que satisfaça as procuras do cliente em aceder online aos principais serviços.

De facto, para muitos clientes, as aplicações móveis são a principal maneira de interagir com as empresas. Satisfazer as expectativas dos clientes é um requisito fundamental para as empresas. Muitos concorrentes emergentes são capazes de atingir altos níveis de intimidade e acessibilidade ao cliente por meio de aplicações móveis e da web. Quando for atingido por um concorrente forte, tem de demonstrar que a sua empresa pode reagir rapidamente, mantendo a sua liderança no mercado.

Isso significa oferecer suporte ao modelo de implementação correto, mantendo o acesso aos dados e às cargas de trabalho corretas. Em última análise, as empresas voltadas para o futuro consideram os recursos de computação como um conjunto de serviços e práticas recomendadas. Recursos esses que podem ser utilizados para atender rapidamente às necessidades variáveis ​​dos clientes. Existem muitas abordagens para adotar um ambiente de cloud híbrida com base na TI como um serviço.

 

Não há uma só resposta nem uma solução única.

A solução depende sobretudo dos seus objetivos e necessidades. Algumas empresas deram um salto na computação na cloud e tomaram a decisão de trabalhar totalmente numa cloud pública. No entanto, à medida que a empresa cresce, é importante avaliar como o fornecedor de cloud pública lida com as mudanças nos requisitos de segurança e controlo para proteger os dados dos seus clientes.

Quando a sua empresa possui sistemas transacionais de back-end, você precisa garantir que os seus serviços na cloud funcionam perfeitamente com esses ativos. Esses sistemas de back-end geralmente são mais bem geridos dentro do data center para proteger a propriedade intelectual e gerir o desempenho.

Os custos também podem tornar-se numa grande preocupação.

Você precisa de arranjar uma maneira consistente e previsível de calcular os custos e despesas das diferentes opções. Se você optar por implementar todas as suas operações numa única cloud pública, certifique-se de ter um contrato bem claro que proteja a sua empresa de alterações imprevistas de preços. Finalmente, ao planear a sua estratégia de cloud híbrida, divida as águas entre os seus sistemas locais e os sistemas baseados na cloud.

Desta forma conseguirá obter as informações necessárias para atender melhor os seus clientes e expandir mais os seus negócios.

 

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Conhecer os diferentes modelos na cloud

Para poder suportar um modelo de serviços sofisticado, você pode utilizar quatro modelos de cloud diferentes.

 

Infraestrutura como Serviço

Infraestrutura como Serviço (IaaS) é o serviço de cloud fundamental. O modelo IaaS provisiona serviços de computação, armazenamento e rede através de uma imagem virtualizada ou diretamente nos sistemas. Um serviço IaaS é projetado como um ambiente de assistência técnica.

Um cliente pode simplesmente utilizar um cartão de crédito para comprar um serviço, como computação ou armazenamento. Os consumidores normalmente são cobrados com base na quantidade de recursos que consomem. Quando um consumidor deixa de pagar pelo serviço, perde o acesso aos recursos.

Numa IaaS privada, o ambiente é controlado diretamente pela organização de TI de uma empresa. A organização de TI terá controlo direto sobre coisas como segurança e por exemplo quem tem acesso a determinados recursos.

É importante disponibilizar aos utilizadores a infraestrutura certa.

Infraestrutura essa que consiga ser capaz de dar resposta às necessidades dos utilizadores quando executam as suas tarefas. Por exemplo, se sua organização lida com informações médicas, talvez seja necessário fornecer um nível mais elevado de segurança na sua infraestrutura. Da mesma forma que, se uma equipa estiver a executar um trabalho de análise intensiva de dados, a infraestrutura terá que oferecer suporte para alta disponibilidade.

O aparecimento de um Ambiente Definido por Software (SDE) oferece uma abordagem de próxima geração para IaaS e outros serviços em cloud. O objetivo do IaaS é otimizar a utilização dos recursos do sistema de forma a que eles possam suportar cargas de trabalho na máxima eficiência. Um SDE é uma camada de abstração que unifica os componentes da virtualização em IaaS para que os componentes possam ser geridos de maneira unificada.

Com efeito, a intenção da SDE é fornecer APIs bem projetadas e um ambiente de gestão para a variedade de recursos utilizados ​​em ambientes IaaS. A SDE reúne computação, armazenamento e rede para criar um ambiente de cloud híbrida mais eficiente. Também permite que os programadores possam utilizar uma variedade de tipos de virtualização dentro do mesmo ambiente. Sem o problema de terem e codificar manualmente as ligações entre esses serviços.

 

Software como serviço

Atualmente, muitas aplicações estão disponíveis num modelo de software como serviço (SaaS). O SaaS é uma aplicação que é arquitetada para funcionar como um serviço na cloud. Muitos utilizadores corporativos beneficiam da facilidade na utilização e entrega rápida de aplicações na cloud pública. Como alternativa, uma organização de TI pode utilizar a sua cloud privada para alojar e entregar aplicações internas de forma a atender as necessidades dos seus utilizadores corporativos.

Um dos benefícios de aproveitar as aplicações fornecidos pela cloud é que o utilizador não é responsável pela atualização do software e pela manutenção da aplicação. No entanto, ao contrário de uma aplicação tradicional local, o utilizador não possui uma licença perpétua para a aplicação. Em vez disso, a empresa tem de pagar por conta de utilizador, por mês ou por ano.

 

Plataforma como serviço

O desenvolvimento, a implementação e as operações de software evoluíram muito nos últimos anos. Plataforma como serviço (PaaS) é um sistema de desenvolvimento em cloud que oferece aos programadores um nível subjacente de serviços de middleware que o abstraem da complexidade. Além disso, o ambiente PaaS oferece um conjunto de ferramentas integradas de desenvolvimento de software.

Quando uma empresa adota uma abordagem de serviço, a utilização de um ambiente de PaaS permite que os programadores se concentrem na criatividade e inovação. Uma PaaS bem projetada consiste numa plataforma conjugada para dar suporte ao ciclo de vida do desenvolvimento e da implementação de software na cloud. Uma plataforma PaaS foi projetada para criar, gerir e executar aplicações no ambiente de cloud híbrida.

Ao contrário dos ambientes tradicionais de desenvolvimento e implementação de software, os elementos de software são projetados para funcionar em conjunto. Através de APIs que suportam uma variedade de linguagens de programação e ferramentas. No ambiente de PaaS, há um conjunto de serviços pré-construídos, como a gestão de código-fonte, implementação de cargas de trabalho, serviços de segurança e vários serviços de base de dados.

 

Processo de negócios como um serviço

Um dos benefícios dum ambiente de cloud híbrida é a sua capacidade de vincular processos de negócios a partir de uma variedade de serviços e sistemas, a fim de satisfazer uma necessidade específica do cliente. O encapsulamento do processo de negócios permite que as equipas reutilizem processos pré-construídos e testados. Em vez de recodificar procedimentos comuns, as equipas de desenvolvimento podem alavancar processos de negócios predefinidos.

Num modelo de TI como serviço, tornar os processos de negócios reutilizáveis ​​permite que as equipas de desenvolvimento se concentrem na inovação e ajuda a garantir que os serviços funcionem de maneira previsível. A flexibilidade é fundamental para empresas que querem mudar um processo quando o negócio muda.

Existem várias maneiras diferentes de lidar com processos de negócios num ambiente de cloud híbrida. Vários processos empresariais já estão suficientemente maduros e provavelmente não mudarão rapidamente. Por exemplo, alguns desses processos incluem os serviços de pagamento. Os processos de pagamento podem ser complexos e incluem impostos, opções de envio e assim por diante.

No entanto, outras situações surgem onde os processos de negócios precisam de ser capazes de se mudarem na hora. Por exemplo, sua empresa descobriu que um concorrente emergente criou uma nova abordagem para agilizar o processo de pagamento. Se os principais processos de negócios puderem ser modificados rapidamente, a sua empresa poderá adaptar os seus processos de negócios e acompanhar a concorrência.

Frequentemente, os clientes exigem que as empresas adaptem seus processos de negócios com base no que vêm em outros fornecedores emergentes no mercado. À medida que as expectativas dos clientes aumentam, as empresas precisam de se conseguir adaptar para atender às expectativas dos seus clientes. Mas a computação híbrida não é um ambiente único.

 

Em vez disso, é uma combinação de recursos, incluindo os seguintes:

✓ Data Center tradicional

✓ Serviços de cloud pública (incluindo IaaS, SaaS, PaaS)

✓ Serviços privados geridos internamente

 

A cloud híbrida destina-se a ajudá-lo a utilizar o serviço de computação que faça mais sentido, considerando as suas necessidades e restrições. A principal vantagem de um ambiente de computação híbrido é a sua flexibilidade. Não se pode prever quando irá aparecer um novo modelo de implementação ou quando as políticas corporativas ou regulatórias vão impor uma mudança. Por exemplo, uma aplicação foi testada com sucesso numa cloud pública.

No entanto, quando a aplicação entra em produção, a gestão pode decidir que ela deva ser implementada numa cloud privada devido a questões de gestão ou segurança. A capacidade da cloud é outro fator importante. É preciso incluir na estratégia de negócio, as habilidades organizacionais, a capacidade de gerir projetos e o portfólio de serviços.

Em algumas situações, os gestores financeiros podem decidir que o modelo atual não funciona e que deve ser encontrada uma alternativa. Quando se utiliza um modelo de TI como Serviço com base num conjunto modular de serviços, tem muito mais flexibilidade para mover cargas de trabalho com base em problemas, como desempenho, segurança ou custos. Oferecer esse nível de flexibilidade pode ajudar a transformar a reputação da organização de TI.

 

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O que é DevOps na cloud híbrida?

Desenvolvimento, atualização, gestão e monitorização de aplicações são os princípios das organizações de TI. Mas com o advento dos serviços de cloud híbridos e da variedade de modelos de implementação, incluindo dispositivos móveis. A DevOps requer uma mudança técnica na forma como as aplicações são criadas. Ao mesmo tempo, há uma mudança cultural que é necessária existir para garantir que as organizações comerciais e técnicas estejam a colaborar para alcançar o resultado correto.

Estamos numa era em que tanto os utilizadores de negócios quanto os clientes têm expectativas cada vez maiores. Os clientes esperam que as aplicações forneçam os dados certos no momento certo de forma simples. Além disso, os clientes não são tolerantes com os erros das aplicações ou as interrupções. Passam a utilizar a solução de um concorrente se tiverem dificuldades com uma aplicação. Muitas organizações estão a repensar as suas técnicas de desenvolvimento, implementação e gestão de aplicações para ajudar a atender melhor os clientes.

O DevOps não é um processo isolado ou uma ação única.

DevOps é uma técnica que combina os processos de criação dinâmica de aplicações em conjunto com o processamento de implementação e gestão dessas aplicações. O DevOps é um processo contínuo e requer mudanças na tecnologia e na cultura da equipa. O DevOps dá resposta aos requisitos de melhoria contínua. Facilita a implementação e a monitorização contínua das novas aplicações de forma a suportar as necessidades dos negócios em constante mudança. O DevOps requer uma mudança técnica na forma como as aplicações são criadas e uma mudança cultural na forma como a TI colabora.

 

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O foco na inovação

A inovação está a tornar-se na chave para a mudança e transformação dos negócios. Empresas emergentes com pouco legado e novos modelos de negócios estão a desafiar os líderes empresariais já estabelecidos. Para atender à velocidade da inovação, o desenvolvimento, a implementação e as operações de software, começaram a transformar-se em modelos com ciclos de vida contínuos. Ao permitir que os programadores e os especialistas em implementação trabalhem em colaboração, conseguem-se criar aplicações mais dinâmicas e flexíveis.

 

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Flexibilidade no núcleo

Os serviços devem ser flexíveis para poderem ser modificados de forma a atenderem sempre aos requisitos dos clientes. Para se conseguirem implementações e atualizações rápidas de aplicações deve existir sempre uma colaboração entre as diferentes partes. Essa necessidade de alinhamento e colaboração é a força motriz por de trás da mudança para o DevOps .

As organizações que implementarem o DevOps podem atingir as seguintes metas:

 

Inovação contínua:

Os funcionários do departamento de desenvolvimento e operações, os proprietários das empresas e assim por diante trabalham juntos para conseguirem lançar rapidamente novos softwares. Software esse que possa encantar os clientes e maximizar as oportunidades da empresa.

 

Entrega contínua:

Automatizar os processos de entrega de software e eliminar a necessidade de tarefas rotineiras elimina ineficiências e permite que a organização forneça inovação continuadamente.

 

Aprendizado contínuo:

Criar um ciclo de feedback através da monitorização do software e interações com o cliente permite que a organização adapte as aplicações para atender às expectativas.

 

Os utilizadores finais (sejam clientes ou utilizadores de negócios) não se importam com o desenvolvimento, implementação ou monitorização de uma aplicação. O DevOps é uma abordagem que precisa de ser complementada com mudanças adicionais nos processos de negócios que suportem a inovação e os ciclos de feedback rápido dos clientes. Estabeleça processos padronizados, consistentes e repetíveis para gerir a qualidade do software, desde a definição de requisitos até a entrega, a implementação e as operações. É igualmente importante a necessidade de garantir que essas novas aplicações tenham um bom desempenho com base nas expectativas do cliente.

 

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A importância da automação

A TI como um serviço tem o potencial de transformar a entrega de serviços críticos de aplicações para os negócios. Mas isso não acontece por magia. Em vez disso, fornecer um conjunto de serviços bem definidos num ambiente híbrido requer serviços de automatização que proporcionam agilidade e velocidade.

 

A TI como Serviço requer os seguintes serviços de automatização:

 

✓Serviços de conjugação:

São serviços que automatizam o processo de habilitar uma variedade de serviços de sistemas locais para lhe permitir ligarem-se a serviços em clouds públicas e privadas, com base nas melhores práticas e políticas.

 

✓Serviços de política de negócios:

Ao transformar a TI num serviço, certifique-se de que os utilizadores estão a ser direcionados para o serviço de TI correto.

Tendo como base tanto os requisitos de negócios como o orçamento, a gestão e a segurança.

É necessário garantir que os utilizadores acedem aos dados certos desses serviços para que os resultados sejam precisos.

 

✓Serviços por catálogo:

Os serviços e componentes de negócios que devem ser utilizados num ambiente de prestação de serviço e devem ser geridos de maneira consistente e previsível. Cada serviço deve ser verificado e testado:

  1. Este serviço está em conformidade com as diretrizes corporativas?
  2. Quais são as dependências para a utilização do serviço?
  3. Quem tem permissão para mudar o serviço?
  4. Onde estão os serviços disponíveis?

Em resumo, quando você cria um modelo como um serviço, todos os elementos precisam de ser identificados e geridos para que as coisas funcionem perfeitamente nos bastidores. Isso protege a integridade do negócio.

 

Serviços de balanceamento de carga de trabalho:

É importante certificar-se de que, ao vincular uma variedade de serviços em conjunto, eles funcionam como se fossem consistentes e previsíveis. Um aspecto desse requisito é garantir que as cargas de trabalho sejam bem balanceadas, de modo a que seu desempenho seja garantido.

 

Estes exemplos ajudam a garantir que a TI como um Serviço possa operar de maneira previsível. Os componentes de automação fazem parte de uma estrutura geral de gestão de cloud híbrida que está a surgir para permitir que uma variedade de serviços atue e se comporte como um único ambiente.

 

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O valor dos serviços de intermediação

O mundo da computação em cloud oferece uma vasta gama de recursos tecnológicos que as organizações de TI podem aproveitar. Existem atualmente centenas de diferentes serviços de cloud pública. Existem milhares de sistemas SaaS e ferramentas de computação na cloud. Então como escolher o ambiente certo e os serviços certos quando pensar em oferecer aos seus utilizadores a TI como um serviço? Infelizmente não é muito fácil conseguir responder a esta questão.

 

A TI como serviço deve ser um ambiente dinâmico.

O ambiente deve atender a uma variedade de necessidades comerciais em constante mudança. Também precisa de ter a capacidade de gerir e prever custos. O processo de intermediação começa com um planeamento para entender as necessidades do negócio. Deve ser executado de forma proativa e combinada com as restrições de custos e a real necessidade do cliente, as suas exigências de segurança e a qualidade de serviço.

 

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Abordagem Orientada por Políticas

O valor da intermediação na cloud é conseguir estabelecer um processo capaz de oferecer às unidades de negócios a combinação certa e a liberdade para escolherem o serviço certo. Os serviços de gestão cloud atuam como intermediários entre diferentes serviços de cloud. Um agente de serviços cloud fornece TI de assistência técnica a variedade de ambientes de cloud híbrida, serviços geridos e serviços de data center.

Um broker de cloud bem projetado fornece um modelo holístico para uma abordagem orientada por políticas. A ideia de um agente de cloud não é nova. Os primeiros agentes da cloud eram fornecedores que podiam negociar acordos com provedores de cloud pública.

 

Há uma nova geração de agentes na cloud

Agentes que combina serviços de planeamento com uma infraestrutura de software para fornecer uma visão de ponta a ponta de todos os seus recursos na cloud e no local. Este serviço de intermediação fornece uma infraestrutura que possui recursos para avaliar uma carga de trabalho e determinar o melhor ambiente para implementação.

Assim, o intermediário identifica um conjunto de serviços autorizados combinados com regras de política e processos de negócios. Depois que esses serviços entrarem em vigor, as unidades de negócios podem utilizar livremente um portal de assistência técnica.

Servirá para conseguirem obter os recursos certos com o nível de serviço e a segurança ideais, autorizados pelos departamentos de TI e pela empresa. Um ambiente de intermediação bem projetado oferece à empresa a opção e a flexibilidade de utilizar serviços públicos, privados ou de data center quando necessário.

O ambiente pode agilizar o processo de descoberta, planeamento, gestão e administração de serviços de computação. De facto esta abordagem é análoga a uma cadeia de valor onde todos os elementos individuais se juntam para criar um processo contínuo.

 

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A importância do planeamento

Imagine o seguinte cenário. Um CFO de uma empresa pública solicita que o CIO participe numa reunião de emergência. O CFO está a preparar-se para anunciar os resultados do último trimestre. Um dos seus analistas mostrou que os gastos com serviços de TI foram 25% superiores ao trimestre anterior. Esse aumento não foi previsto e é claro que esses gastos exigirão uma explicação. Mas o CIO é apanhado de surpresa. O orçamento de TI tinha sido revisto e aprovado no início do ano. Depois de analisar as informações apresentadas pelo CFO, os custos extras são com serviços de cloud pública. Incluem serviços de computação e aplicações SaaS que estão a ser utilizadas pela maioria das unidades de negócios da empresa.

 

A quantidade de dinheiro gasto por mês é impressionante.

O CIO considera que na sua perspetiva, as unidades de negócios foram desonestas e irresponsáveis nos seus gastos. Embora esta situação possa parecer um exemplo extremo é muitas vezes o que acontece na realidade. As unidades de negócios costumam resolver o problema pelas suas próprias mãos quando estão insatisfeitas com o desempenho da TI. Embora seja imperativo permitir que os líderes de unidades de negócios avancem rapidamente para inovar, os serviços de TI precisam de ser planejados e geridos para que os gastos possam ser planejados e controlados.

 

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Capitulo 2 – Conhecer a cadeia de valor de TI:

 

▶ Reconhecer o valor de uma cadeia de fornecimento

▶ Explicar a cadeia de fornecimento de TI

▶ Combinar a oferta com a procura numa cadeia de fornecimento

▶ Identificar e planear o caminho a seguir

 

Um dos requisitos para conseguir implementar a TI como um serviço é criar uma cadeia de oferta de serviços. Serviços relacionados que criem um modelo capaz de suportar as metas dos negócios. Numa cadeia de valor de TI, você tem um conjunto de serviços que não foram projetados para trabalhar juntos em uníssono.

Para ter sucesso com a TI como Serviço, você deve reunir todos os elementos necessários para atender ao requisito. Esses componentes podem ser serviços internos de TI, como a gestão de transações ou dados de terceiros ou serviços de segurança. Alguns desses serviços serão projetados e geridos por parceiros do ecossistema.

Neste capítulo, explicamos o que é uma cadeia de valor de TI e como ela torna a “TI como um serviço” numa abordagem viável para a industrialização da TI.

 

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Qual o valor de uma cadeia de valor

Mas afinal, o que é uma cadeia de valor nas TI? Para entender esse conceito, começamos por explicar o modelo tradicional da cadeia de valor. Uma cadeia de valor é uma combinação de todos os recursos, pessoas e atividades que se juntam para fornecerem um produto ou um serviço ao cliente de forma a alcançar um resultado desejado. A utilização mais comum da cadeia de valor é no setor industrial. Na indústria é essencial reunir as peças certas e os serviços especializados necessários para produzir os produtos e os colocar no mercado de maneira eficiente e eficaz.

Uma cadeia de valor requer um ecossistema de módulos totalmente integrados.

Além disso, os gestores desse ecossistema devem coordenar todos os elementos da cadeia de valor, como o transporte, a gestão de peças, a produção e a distribuição final das mercadorias. A cadeia de valor precisa de ser bem coordenada com as procuras e expectativas do cliente. O fabricante deve encontrar um equilíbrio entre os clientes satisfeitos, mantendo os custos de produção baixos e garantindo que haja stock suficiente.

Todos os processos precisam de estar em sincronia para que a empresa seja lucrativa, mantenha o nível correto de qualidade e satisfaça as necessidades atuais e futuras dos clientes. Uma cadeia de valor bem projetada é um sistema de organizações, pessoas, atividades, informações e recursos. Trabalham em colaboração para executar com êxito a criação e a entrega de produtos ou serviços de uma empresa.

 

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Definindo a cadeia de valor de TI

Quando uma organização passa para um modelo de TI como um serviço, é necessário criar uma cadeia de valor de produtos e serviços. Assim como numa cadeia de valor fabril, deve ser criada uma cadeia de valor de TI que reúna todos os elementos certos para criar transparência para o utilizador final dos serviços de TI. Afinal, com a TI como serviço, os utilizadores desejam aceder aos serviços certos sempre que quiserem com base em políticas como custo, segurança e resiliência.

Além disso, a organização de TI deve estar preparada para possíveis interrupções no fornecimento de serviços, e precisa de planear as opções de implementação alternativas. Como numa cadeia de valor um modelo de TI como Serviço requer controlo, empenho e gestão rigorosa. A TI como serviço requer que um ecossistema de serviços confiáveis ​​se reúna e possa funcionar num ambiente de computação híbrida como se fosse um único sistema unificado. Num ambiente fabril de produção, o fornecedor tem o seu ecossistema complexo de fornecedores que vão desde os produtores de componentes até ao armazenamento.

Essa mesma transição está a acontecer dentro da TI.

Com qualquer modelo de cadeia de fornecimento, é necessário que haja uma infraestrutura que compreenda todos os elementos do modelo para que o serviço de TI funcione como um ecossistema de serviços, parceiros e serviços de gestão. Esse ecossistema de serviços e parceiros deve combinar com os requisitos de custo, desempenho, política e qualidade.

Portanto, os líderes de TI devem ser capazes de criar um processo unificado que reúna uma variedade de serviços. Um processo que inclua nuvens públicas, nuvens privadas, SaaS, aplicações, serviços geridos, serviços de segurança, serviços de dados e serviços que residem no data center. Para obter êxito, não é possível planear e executar serviços em cloud em sistemas isolados de projetos ad hoc. Você precisa de aumentar o nível de maturidade em toda a organização, para que a cloud se torne a plataforma de eleição para a execução eficaz das estratégias de TI e de negócios.

 

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Os sistemas isolados atuais

Nos dias que correm, com ambientes de computação unificada, não havia necessidade de uma cadeia de valor de TI. No entanto, hoje a maioria das organizações aproveita uma grande variedade de serviços de cloud pública e privada. De facto, na maioria dos casos, esses serviços de TI são utilizados e geridos como sistemas desligados uns dos outros. Um departamento pode selecionar um serviço de cloud pública da Amazon para desenvolver uma nova aplicação enquanto outra organização utilizará o IBM Bluemix ou Azure para serviços de infraestrutura. Ou outro exemplo, um departamento pode utilizar um ambiente designado de Plataforma como Serviço (PaaS) como o IBM Bluemix enquanto outros escolhem o serviço cloud que preferirem.

Somando-se à complexidade e ineficiência, três ou quatro unidades de negócios podem estar a utilizar serviços idênticos do mesmo fornecedor. Como a coordenação entre os departamentos não está a acontecer, as economias de escala não existem e a empresa não pode negociar melhores condições de negócios. Quando as unidades de negócios selecionam seus próprios serviços de cloud sem uma estratégia planeada e coordenada com a organização de TI, isso leva ao Shadow IT.

 

Não é suficiente contratar serviços independentes

Selecionar um conjunto de serviços independentes pode ser útil para executar uma tarefa rapidamente, mas pode levar a problemas. Esses projetos de Shadow IT podem rapidamente tornar-se estratégicos e, portanto, terão que cumprir com os requisitos gerais de gestão e política de negócios. Shadow IT é um termo para descrever a tendência comum nas empresas em que os funcionários aproveitam recursos tecnológicos sem a aprovação ou conhecimento do departamento interno de TI.

O Shadow IT tornou-se mais comum com o aparecimento da computação na cloud, porque os funcionários podiam obter facilmente recursos tecnológicos por conta própria. Na maioria dos casos, os funcionários utilizam o Shadow IT porque desejam executar seus trabalhos com eficiência.

Por exemplo, muitos funcionários começaram a utilizar ferramentas de colaboração na cloud para partilharem ficheiros grandes com colegas de trabalho. No entanto, o Shadow IT pode colocar em risco os dados corporativos, do cliente e do parceiro e dificultar o cumprimento das regras regulamentares e de conformidade.

 

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Nenhum departamento é uma ilha

Seria interessante viver num mundo onde cada negócio é uma ilha sem a necessidade de se ligar a outras unidades de negócios e parceiros. No entanto, sabemos que no mundo real essa abordagem simplesmente não funciona. Portanto, são necessárias muitas ligações entre linhas de negócios e parceiros. Essas ligações devem ser coordenadas para manter um ambiente forte e vibrante.

Além disso, conforme as regras de conformidade e regulamentação se tornam mais rigorosas, as empresas precisam de obter visibilidade e aplicar as mesmas políticas em toda a empresa. A única maneira de superar esses desafios é criar uma cadeia de valor de TI. Uma cadeia que ligue todos os elementos de negócios, bem como os de TI, de maneira coordenada e previsível, que ofereça suporte a mudanças e agilidade nos negócios.

 

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Criar e gerir a cadeia de valor de TI

Como qualquer cadeia de valor, a cadeia de valor de TI é composta por várias partes de um grande número de fornecedores. Quando você começa a pensar em TI como uma cadeia de valor, o papel da TI começa a evoluir. Em vez de permanecer na organização que cria e gere todo o ambiente, a TI torna-se no gestor de serviços de TI para dar suporte aos objetivos de negócios.

Portanto, a missão da equipa de TI passa a ser conjugar esses serviços como um ambiente consistente. Um elemento fundamental da cadeia de valor é a constante mudança na oferta e procura. Como uma cadeia de valor fabril, a organização de TI deve ser capaz de prever a procura para manter os clientes satisfeitos. Por exemplo,  a sua organização toma a iniciativa de envolver os clientes através  de aplicações móveis.

Por isso você precisa de garantir que as suas plataformas de desenvolvimento e implementação de aplicações móveis possam ser dimensionadas para acomodar mais utilizadores. Além disso, certifique-se de que a sua plataforma de gestão e operações de aplicações esteja à altura da tarefa de monitorizar mais aplicações e interações em diversos dispositivos. Esse processo exige que você adquira as ferramentas de gestão de desempenho certas para garantir que as aplicações móveis satisfaçam as expectativas do utilizador final.

 

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Princípios Fundamentais da cadeia de valor de TI

Nesta seção, discutimos alguns dos principais elementos da cadeia de valor de TI. De facto, esses serviços não são tecnologias independentes. Esses serviços são geridos e entregues como um conjunto de serviços integrados. Portanto, cada organização terá diferentes elementos da cadeia de valor com base nos requisitos do negócio e do cliente. No modelo de TI como serviço, a maneira como os utilizadores adquirem os serviços de TI é completamente diferente.

No modelo tradicional de TI, se uma unidade de negócios deseja um serviço de TI, ela normalmente envia uma solicitação ao departamento de TI. Esse pedido fica numa lista de espera e pode levar dias, semanas ou até meses até ser respondido. Essa abordagem tradicional de aprovisionamento de TI não atende às necessidades de negócios em constante mudança e de ritmo acelerado.

 

 

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Portal de self-service

Num modelo de TI como Serviço, os utilizadores recebem acesso a um portal de assistência técnica, no qual podem selecionar os serviços de que necessitam. O portal mostra apenas os serviços que o utilizador tem permissão para aceder. Por exemplo, o portal de um programador pode ter opções para diferentes ambientes de PaaS. Enquanto que o portal de um gestor de negócios pode mostrar uma variedade de aplicações de negócios previamente aprovadas.

 

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Serviços conjugados

Serviços conjugados são serviços que ajudam na utilização da TI de uma forma automatizada. A gestão eficaz dos elementos centrais da cadeia de valor de TI, requer que sejam geridos dinamicamente, dependendo de como os serviços subjacentes são utilizados. À medida que o processo de negócios e o fluxo de trabalho mudam, os serviços de conjugação precisam de se adaptar para reunir todos os elementos da cadeia de valor de TI. É importante que a conjugação ofereça uma forma de reunir os serviços certos com base na utilização de serviços e em melhores práticas.

 

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Serviços de processos de negócios

Os serviços de processos de negócios permitem aos programadores criarem novas aplicações com base na maneira como a empresa precisa de trabalhar. De facto, num modelo de TI como Serviço, os processos de negócios são planeados com base na conjugação dos módulos de software corretos. Por exemplo, o controlo de stock pode ser um aspeto importante para vários aplicações.

Ao criar o controlo de stock como um serviço reutilizável, esse processo pode ser utilizado em muitas situações diferentes dentro da empresa. A criação bem-sucedida de serviços de processos de negócios tem como resultado que os grupos de desenvolvimento possam criar rapidamente aplicações consistentes e baseadas no código pré-controlado.

 

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Serviços de aplicações

O modelo de TI como serviço foi projetado para aplicar a tecnologia de forma a resolver uma ampla variedade de problemas de negócios. Não há uma fórmula exata para as organizações utilizarem aplicações e serviços de aplicações nas suas cadeias de produção de TI.

Portanto, uma cadeia de valor de TI bem conjugada deve ser capaz de acomodar muitos serviços e modelos de aplicações diferentes. A maioria das organizações já tem aplicações internas das quais o negócio depende. Em alguns casos, essas aplicações principais devem permanecer intocadas porque contêm anos de regras de negócios complexas. No entanto, o negócio pode ganhar flexibilidade e economia de custos movendo outras aplicações para diferentes plataformas.

 

Mas existe sempre a necessidade de modernizar

Há também a necessidade de modernizar as aplicações mais antigas, transformando em módulos os principais serviços. Além disso, muitas empresas optam por aplicações de software como serviço (SaaS) que residem na cloud. Na maioria dos casos, as empresas aproveitaram uma combinação de PaaS, SaaS e serviços locais para atender às suas necessidades.

É importante que a organização de TI tenha visibilidade sobre quais as aplicações que estão a ser utilizadas na empresa, quem tem acesso a quais aplicações e quais tipos de dados residem em cada aplicação.

 

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Serviços de dados

As empresas querem aproveitar os principais conjuntos de dados para poderem tomar melhores decisões. Um dos problemas que muitas organizações enfrentam é que os dados importantes sobre clientes, produtos e processos não estão unificados. Em vez disso, os dados críticos podem ser distribuídos por diferentes unidades de negócios. Para serem eficazes, as organizações estão a começar a criar serviços de dados projetados para poderem ser utilizados ​​fora da maneira como os dados foram criados.

De facto, esses serviços de dados são projetados para serem utilizados em diversas situações. Por exemplo, pode haver serviços de dados relacionados com problemas de produtos. Outro serviço de dados pode conter todas as informações importantes sobre todos os produtos que a empresa vende. Esses serviços podem ser disponibilizados aos diferentes departamentos de uma empresa ou aos principais parceiros de negócios na cadeia de fornecimento de TI.

 

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A importância da análise cognitiva

A análise cognitiva é um elemento integral para que uma plataforma de TI como serviço funcione de maneira efetiva e eficiente. O sistema subjacente é necessário para recolher a enorme quantidade de dados sobre como os componentes operam no sistema. Ao aplicar a análise cognitiva, o sistema pode aprender e mudar com base nas melhores práticas e no nível de serviço exigido. Com o tempo, a análise cognitiva pode garantir que as anomalias sejam detestadas antes que possam afetar o desempenho.

 

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Integração e APIs

Na era dos serviços de negócios modulares, a Application Programming Interface (API) tornou-se na técnica mais importante para criar novas aplicações que consigam suportar as metas de negócios. As APIs devem ser projetado com base em padrões corretos, para que tanto os componentes internos, quanto os membros do ecossistema de parceiros da empresa os possam utilizar. A utilização dessas APIs permite que a integração dos componentes TI seja muito mais direta.

 

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Serviços na cloud

A TI como serviço baseia-se no fornecimento de um conjunto de serviços em cloud fundamentais. A transformação desses serviços numa cadeia de valor de TI exige um catálogo de serviços dinâmicos. Portanto esse catálogo servirá de suporte para identificar cada serviço e as suas políticas de utilização. Haverá regras de negócios e políticas que ditam quando e quem pode aceder aos diferentes serviços.

Assim como numa cadeia de produção fabril, os serviços de cloud dinâmicos garantem que todos os elementos que compõem um processo sejam bem-sucedidos. Essa mesma abordagem aplica-se à criação de aplicações e à implementação de novos serviços. É uma abordagem que ajuda a suportar os requisitos de negócios em evolução.

 

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Definir um caminho a seguir

Pensar sobre a TI como um serviço no contexto de uma cadeia de valor está a ajudar as empresas a mudarem a sua abordagem sobre a TI. Esse novo modelo industrial significa que o negócio tem um parceiro confiável e previsível. Um parceiro que oferece mais agilidade para uma necessária e rápida mudança nos negócios. A cadeia de valor de TI não funciona no vácuo. Requer a colaboração com os principais líderes da sua empresa e os seus fornecedores.

 

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Capítulo 3 – Definir o modelo de serviços

 

▶ Defender uma abordagem híbrida

▶ Definir o modelo de TI como um serviço

▶ Entender a TI como um serviço

▶ Gerir o ciclo de vida de TI como um serviço

 

Passar de um ambiente de computação tradicional para a TI como um serviço, obriga a repensar a TI. Como ela é organizada e como executa uma variedade de serviços, processos e aplicações de maneira perfeita, com base nos requisitos de negócios. De facto, toda a conjugação e gestão desses elementos deve ser tratada de maneira consistente e previsível.

Neste capítulo, identificamos o que é necessário para estabelecer as bases para a TI como um serviço. Quais são os serviços que devem ser implementados? Como o ambiente é gerido para que os utilizadores de negócios possam aceder aos serviços certos no momento certo? Quando um modelo bem planeado de TI como Serviço é implantado, a TI pode tornar-se um verdadeiro parceiro de negócios.

 

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Defender uma abordagem híbrida

A TI como um serviço anda de mãos dadas com o ambiente de computação híbrida. As organizações estão cada vez mais a adotar um ambiente de computação que inclui uma variedade de serviços de cloud pública e privada e uma variedade de serviços geridos. São serviços que muitas vezes são combinados com serviços de sistemas de back-end.

Na verdade, muitos CIOs pensam nesses ambientes como computação e não conseguem distinguir os vários recursos. Para que esse pensamento se torne numa realidade, é necessário que a TI como Serviço seja um ambiente híbrido. Um ambiente que se baseie no fornecimento transparente de qualquer serviço.

Serviços que existem atualmente e serviços que estão a emergir e que são importantes para os negócios. Portanto, a implementação da TI como serviço deve começar por repensar o que significa fornecer os serviços de TI corretos para os negócios de maneira modular e flexível.

 

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Comece com o planeamento

O processo deve começar com um planeamento que inclua a capacidade de entender como funciona o ambiente atual. Este primeiro passo dá-nos uma compreensão dos seus pontos fortes e fracos. Por exemplo, quão modular é a infraestrutura existente? Sua empresa começou a tomar medidas para criar uma arquitetura de referência?

Mas ainda mais importante, você deve colaborar com as unidades de negócios. Conhecer as suas estratégias de negócio para entender as mudanças pelas quais a empresa está a passar atualmente. Você precisa de começar já a planear para depois estar pronto quando houver mudanças imprevistas na estratégia de negócios.

 

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Abordagem híbrida facilita a mudança

Numa abordagem híbrida, as organizações precisam de ser capazes de incorporar novos serviços. Sobretudo serviços nas clouds emergentes e com base nas circunstâncias variáveis. Uma mudança pode ser o surgimento de um novo tipo de serviço de integração de dados. Pode ajudar as unidades de negócios a gerirem doutra forma as suas organizações de forma a suportem a nova abordagem.

Podem existir novos serviços de processos de negócios que facilitarão o fornecimento de uma nova oferta aos clientes de forma a enfrentar melhor um concorrente. Essa abordagem requer uma combinação de computação híbrida com uma arquitetura de referência.

 

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Os fundamentos da TI como serviço

A maioria das empresas adoraria poder começar do zero e construir uma arquitetura modular. Uma arquitectura que fosse baseada em serviços e que permitisse atender a todos os seus clientes e fornecedores de maneira consistente e previsível. Infelizmente, a maioria das empresas tem numa variedade de sistemas. Desde aplicações de data center, sistemas departamentais, nuvens privadas, nuvens públicas, serviços geridos e aplicações de software como serviço (SaaS).

Então, você tem que conseguir lidar com um mundo complexo. Portanto as empresas precisam de criar um mapa bem definido para passar do seu estado atual para um novo modo de operações mais flexível. Isso pode incluir a criação de um sistema de TI “bi-modal”. Com isso pode combinar serviços tradicionais de TI, como sistemas transacionais seguros, com serviços ágeis projetados para solucionar um novo problema.

Uma abordagem mais ágil pode exigir apenas um subconjunto do grupo completo de serviços operacionais de TI. As empresas precisarão de uma combinação de diferentes serviços para atender a uma variedade de necessidades em constante mudança.

 

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A jornada para a TI como um serviço

Uma abordagem bem-sucedida à TI como serviço significa que precisa de pensar em como se abstrair da complexidade. De forma a conseguir que os utilizadores dos serviços tenham uma experiência que seja perfeita para o cliente. De facto, um dos maiores benefícios do movimento para a TI como Serviço é o portal de assistência técnica.

Quando os detalhes dos serviços de integração e conjugação são abstraídos, é possível que um analista de negócios possa criar um novo valor sem atrasos desnecessários. Os líderes das unidades de negócios não se importam com o que está por de trás dos sistemas da TI. Importam-se sobretudo que os serviços de TI possam ser criados para atender aos clientes de maneira rápida e eficaz.

Tomemos o exemplo de um líder de desenvolvimento de aplicações num departamento de hipotecas de uma empresa de serviços financeiros. A empresa acaba de adquirir um negócio que oferece um tipo único de produto hipotecário que fornece aos agentes novas oportunidades de receita. A equipa de desenvolvimento foi chamada para criar rapidamente um nova aplicação. Uma aplicação que possa fornecer uma assistência técnica para que os vendedores possam ter disponíveis ofertas dos produtos existentes e dos novos.

Antigamente, a equipa tinha várias opções. Eles podem utilizar recursos alojados no data center ou num ambiente de computação de um departamento. Até podem mesmo requisitar novos recursos. No entanto, dado o curto espaço de tempo e a estrutura e a burocracia envolvida, o líder da equipa decidiu utilizar um conjunto de serviços de cloud pública.

Nos bastidores, torna-se complicado para a equipa porque precisava aceder ao cliente certo e tratar dados de várias fontes. O líder da equipa queria ter certeza de que ela poderia colaborar no desenvolvimento e na implementação desses novos serviços.

 

É necessário garantir o nível correcto de segurança

De facto a equipa também precisou de garantir que existia o nível correto de segurança. Com base na identidade dos programadores e dos utilizadores finais do serviço. A aplicação tinha que ser modular e ser capaz de suportar uma variedade de modelos de implementação em navegadores e dispositivos móveis.

A aplicação também teve que ser dimensionada de um pequeno contexto para um ambiente que pudesse suportar até 10.000 vendedores. De facto, a longo prazo, a aplicação também teria que estar disponível diretamente para os potenciais clientes. Tenha em atenção que nem toda a organização pode implementar imediatamente a TI como um serviço. A utilização efetiva da TI como um serviço requer mudanças em toda a organização. A capacidade de se mover rapidamente depende do nível de maturidade e modularidade da sua infraestrutura de TI.

Mas também depende dos elementos que você já possui para apoiar os seus objetivos. Também deve considerar as mudanças na estratégia de negócios e os serviços necessários para executar os seus planos.

 

Pode tornar-se num processo complicado

Escusado será dizer que este pode ser um processo complicado com a realidade atual da maioria das organizações de TI. O valor de se transformar num modelo de TI como Serviço é fazer com que a tarefa de desenvolver aplicações se torne num modelo muito mais industrial. Um modelo que utilize as melhores práticas e serviços de tecnologia subjacentes.

Quando a TI como Serviço estiver em vigor, haverá maneiras consistentes de desenvolver, implementar e gerir as aplicações e os serviços certos com a segurança e o desempenho corretos. Esse é o objetivo da TI como um serviço.

 

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Tudo é um serviço

Gerir serviços não é um processo único e isolado. Envolve assegurar que todas as partes móveis trabalhem juntas como um único sistema. Você precisa de estabelecer as verificações necessários para conseguir atingir as metas do cliente, metas financeiras e os objetivos estratégicos.

Portanto, os serviços devem ser entendidos em muitas dimensões.

Desde métricas de experiência do cliente e indicadores de desempenho de negócios até componentes individuais que operam e inter-relacionam-se entre si. Lembre-se, os serviços são simplesmente o modo como os utilizadores experimentam as suas ofertas. No final, você precisa de esconder a complexidade e fornecer o nível certo de integração e gestão.

Um ótimo exemplo é como um cliente bancário deposita um cheque. Décadas atrás, o cliente tinha que fazer uma verificação física, entregá-la a um caixa e esperar que o caixa concluísse a transação. Compare isso com o processo de negócios atual. Em que o cliente bancário captura a imagem do cheque e envia a transação para o banco por meio de um dispositivo móvel.

 

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Gestão do ciclo de vida de TI como serviço

É importante entender a TI como um serviço no contexto de um processo de gestão do ciclo de vida. Todos os serviços necessários para criar uma plataforma de serviços precisam de ser atualizados e geridos. De facto, isso ajuda a refletir as mudanças nos negócios e a evolução das ofertas de tecnologia.

Nesta seção, concentramos-mos nos fundamentos tecnológicos desse ciclo de vida. Abordamos o catálogo de serviços, padrões e melhores práticas, conjugação, automação, integração e gestão da API (Application Programming Interface). A TI como serviço não é uma abordagem estática para gerir o seu ambiente de computação.

Você precisa mudar o seu pensamento sobre o ambiente geral de TI e começar a pensar em termos de gestão de ciclo de vida de serviços. Para ter sucesso com a TI como serviço, você precisa ter visibilidade em todos os serviços e ter uma compreensão de como todas as peças se encaixam.

 

Mas porque é isso tão importante?

É importante porque você está a afastar-se da abordagem tradicional de gerir cada aplicação ou ambiente como se fosse o seu próprio sistema fechado. A IT como um serviço requer um contexto que englobe todos os diferentes tipos de serviços. Para que com eles possa trabalhar e assim dar suporte às necessidades dos utilizadores.

 

A gestão do ciclo de vida tem quatro objetivos:

✓Transparência: A capacidade de obter recursos e serviços disponíveis e como eles podem operar juntos.

✓Mensurabilidade: O requisito para gerir cargas de trabalho e antecipar futuras necessidades de recursos.

✓Contabilidade: A capacidade de rastrear quais os serviços que estão a ser utilizados ​​para qual propósito e quanto custam.

✓gestão de custos: A capacidade de entender e comparar os custos de obtenção de serviços fornecidos internamente e externamente; permite que as organizações façam planeamento de recursos e de capacidade.

 

Mas não pense em cada uma dessas partes da gestão do ciclo de vida como partes isoladas. Em vez disso, considere que elas estão todas relacionadas com as boas práticas de criar um ambiente que resista ao teste do tempo. Se você entender estes princípios, a TI tornar-se-á numa verdadeira parceira dos negócios. Isto porque ela aborda a visibilidade e o controlo que são imprescindíveis para a maneira como os líderes de negócios pensam.

 

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O catálogo de serviços

O catálogo de serviços está no centro de ser uma ferramenta capaz de gerir serviços num ambiente de cloud híbrida. Um catálogo de serviços identifica e define os serviços que estão disponíveis aos programadores e utilizadores para atender aos objetivos de negócios. O catálogo define os parâmetros e características de cada serviço como por exemplo:

  1. Quem tem permissão para utilizar o serviço?
  2. Como o serviço pode ser utilizado?
  3. Quais são os requisitos de segurança do serviço?
  4. Quais são as dependências?

 

Você precisa de ser capaz de estabelecer um contexto numa variedade de serviços de TI, não importa onde eles estejam fisicamente localizados. Cada serviço identificado e gerido no catálogo de serviços deve ser cuidadosamente verificado. O serviço deve ser identificado pela TI como um recurso importante que será utilizado por várias unidades de negócios. Depois que o serviço é identificado, deve ser testado quanto à sua precisão. Esses serviços também devem incluir as regras de política que regem a sua utilização.

 

Algumas das questões que descrevem essas regras incluem o seguinte:

✓ Quem na TI ou na empresa tem permissão para utilizar o serviço e com qual finalidade?

✓ Quais os modelos de implementação que são permitidos para operar este serviço?

✓ Pode ser executado numa cloud pública ou privada específica?

✓ Como o serviço é integrado com outros serviços?

 

O catálogo de serviços fornece orientação sobre quais serviços podem ser integrados por meio de APIs bem definidas. A gestão de dados é fundamental para o seu sucesso. Em alguns países, os dados devem permanecer dentro desse país. Existem diferentes regulamentações corporativas e governamentais que devem fazer parte do seu plano geral. Um dos benefícios do catálogo de serviços é que ele mantém o utilizador abstraído dos detalhes do próprio serviço. O código real é encapsulado em imagens, contentores ou até mesmo como microsserviços. O catálogo também indica como e quando um serviço pode ser alterado.

 

O catálogo permite que a TI gira os seus serviços de TI.

Serviços esses, normalmente implementados para garantir conformidade, consistência e segurança com base na política corporativa. Os serviços de TI num catálogo podem incluir serviços de provisionamento, serviços de armazenamento, imagens de máquinas virtuais, serviços de autenticação e processos de negócios. O catálogo de serviços é um dos pilares fundamentais da TI como Serviço e trabalha lado a lado com a conjugação de serviços.

 

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Padrões e melhores práticas

O padrão de práticas recomendadas é uma solução que inclui serviços de gestão disponíveis. Serviços esses considerados como padrão em termos de arquitetura predefinida. Um padrão é uma cópia de código ou uma base de dados ou um serviço de aplicação.

De facto, cada padrão tem uma função específica que pode ser implementada repetidamente para um cliente. Uma máquina virtual é um bom exemplo da utilização de um padrão. Uma máquina virtual pode incluir uma configuração comum e um conjunto de ativos que são utilizados ​​para resolver um problema específico.

Esse mesmo padrão pode ser utilizado repetidamente para vários clientes diferentes ou então utilizar apenas em alguns casos. A máquina virtual reúne todas as ferramentas, os patches e as ferramentas de monitorização necessárias para a situação. Sem o padrão subjacente, os programadores precisam de começar do zero para criar uma solução sempre que é precisa.

 

Executar as melhores práticas cria padrões.

Esses padrões são o conhecimento acumulado de profissionais de implementação. Para o conseguirem tiveram que trabalhar com uma variedade de clientes ao longo de meses e anos. Inevitavelmente, os consultores inteligentes estão mais focados em determinar padrões de código.

Padrões esse que podem ser utilizados ​​para suportar diferente angariação de clientes. Esses padrões podem ser transformados em código que pode ser reutilizado repetidamente. Os padrões mais sofisticados consistem numa combinação de serviços de middleware de base.

Com serviços modulares que podem ser configurados para diferentes casos de utilização. Ao adicionar opções de configuração significa que é mais fácil utilizar o mesmo serviço. Ajuda a alavancar esse serviço para suportar diferentes requisitos de diferentes clientes. Um padrão bem projetado deve ser sempre testado quanto à qualidade e previsibilidade.

 

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Como a assistência técnica aproveita o catálogo de serviços

Como você integraria o catálogo num sistema existente? Um bom exemplo de como o catálogo de serviços pode ajudar num aplicação voltada para o utilizador é a assistência técnica. Os balcões de atendimento são a primeira linha de defesa quando algo está errado com os serviços de TI.

No entanto, a assistência técnica também pode tornar-se num problema.

Se não houver pessoas suficientes que possam resolver os problemas do utilizador. Normalmente, a organização de TI exige que o utilizador crie um pedido de registo de problema. Por sua vez, esse pedido de registo, requer um conjunto de acções para que o problema seja resolvido. Ironicamente, muitos desses problemas não são sérios.

Geralmente, um utilizador esquece-se de uma senha ou esquece-se de como aceder a uma aplicação. Cada vez mais, as empresas  querem ter um modelo padrão de assistência técnica. Um modelo que crie uma maneira sem atrito de permitir que os utilizadores tomem as próprias medidas necessárias.

Esse tipo de central de serviços pode ser utilizado como um portal de serviços consistente para que os utilizadores. Eles podem provisionar os recursos em cloud de que precisam, alterar senhas e encontrar o serviço comercial adequado para criar um nova aplicação. Isso pode ser feito se houver modelos padronizados criados a partir do conhecimento das melhores práticas.

Se implementados correctamente, esses modelos podem ajudar as organizações a gerir o ciclo de vida dos sistemas criados internamente. Mas também podem ajudar com os serviços de terceiros adquiridos fora da TI. Portanto, essa abordagem é importante num mundo de cloud híbrida. Onde você precisa de ter em conta os custos, a gestão da carga de trabalho, segurança e gestão.

 

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Automação e conjugação de serviços inteligentes

A automação é a técnica para reunir os serviços certos e depois conjugá-los com base em na sua implementação. Este é um dos aspetos pela qual a gestão de serviços é projetada para operar num modelo como um serviço. A automação ajuda uma organização de TI a manter um sistema saudável. Executando solicitações de serviço e monitorizando o desempenho geral.

Quando há incidentes, a automação pode ser utilizada para resolver problemas antes que eles afetem o desempenho. A automação inteligente também garante a conformidade com os requisitos de gestão. A conjugação é essencial quando você deseja criar uma aplicação a partir de serviços já existentes. A conjugação requer gestão de processos através da utilização de APIs. O catálogo de serviços é a maneira como você identifica e classifica os serviços.

A automação e conjugação são as técnicas para vincular esses serviços e para criar fluxos de trabalho. Tarefas repetitivas de baixo nível podem ser geridas através da utilização de automação de serviço. Esses serviços não são visíveis para o utilizador. A automação é utilizada para tarefas como iniciar um registo de problema ou provisionar uma instância de cloud.

 

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Como funciona a conjugação de serviço

Uma empresa de bens de consumo vende dispositivos através de uma variedade de lojas e distribuidores. A empresa possui várias unidades de negócios, cada uma com os seus grupos de TI independentes. Embora cada grupo tenha criado serviços valiosos, esses serviços não foram partilhados com outras unidades de negócios. Aliás essas diferentes unidades de negócio tinham problemas semelhantes para serem resolvidos.

A liderança em TI criou uma aliança com os representantes de cada unidade de negócios. Serviu para determinar quais os serviços e os processos que poderiam ter uma utilização mais ampla foram criados. Depois de identificados, esses serviços foram colocados num catálogo de serviços que foi disponibilizado a todas as unidades de negócios. Em seguida houve a oportunidade de oferecer uma nova opção de assistência técnica para configurar as ofertas do consumidor para os distribuidores.

 

O departamento TI pode selecionar rapidamente os serviços certos do catálogo

Neste caso, o grupo de TI da unidade de negócios pôde selecionar rapidamente os serviços certos do catálogo e utilizar os serviços em conjugação. Esse novo serviço forneceu aos parceiros uma maneira mais fácil de trabalhar com a empresa. Em contraste, a conjugação de serviço é utilizada quando a tarefa envolve reunir serviços definidos no catálogo para criar um novo processo de negócios.

O valor da conjugação de serviço entra em cena à medida que você passa para o modelo de assistência técnica. Nesse modelo está a realizar uma série de serviços predefinidos e vinculando-os dinamicamente. Isso entra em contraste com a aplicação tradicional que é escrita como um processo ponto a ponto. A automação deve ser implementada no contexto da gestão de desempenho de aplicações.

Não é suficiente apenas vincular os serviços. É essencial garantir que, quando esses serviços criar uma nova aplicação de negócios, o desempenho reflita os requisitos de negócios.

 

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Subcontratação de serviços de TI

O Cloud Broker é um ambiente que atua como intermediário entre vários serviços em cloud. Um agente de cloud fornece serviços TI de assistência técnica numa variedade de ambientes de cloud híbrida. Tanto serviços geridos como serviços de data center. Um broker de cloud bem projetado fornece um modelo para uma abordagem orientada por políticas.

Um dos benefícios importantes de um agente de cloud é que ele pode fornecer comparações. Ou seja pode comparar uma variedade de serviços de cloud em termos de preço e capacidades técnicas com base nos objetivos de negócios. Pode garantir que os serviços certos sejam selecionados com base nos requisitos de visibilidade, conformidade, segurança e gestão em toda a empresa.

 

Por outro lado, o seu negócio exige escolha, velocidade e agilidade.

À medida que as organizações passam da gestão de aplicações maciças e integradas para serviços modulares, é necessária uma mudança. Organizações bem-sucedidas devem ser capazes de deixar simplesmente de gerir as “coisas” físicas. Devem começar a gerir serviços altamente distribuídos, adquiridos de muitos provedores diferentes. Um analista fornece um mecanismo para suportar o processo de entrega e de consumo do negócio. O processo de entrega deve ter os serviços certos como integração, conjugação e assim por diante. Isto para criar valor necessário a quem consome esses serviços.

 

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Integração de serviços

A integração de dados e processos sempre foi uma das tarefas mais difíceis para a TI. Nas primeiras décadas, a TI simplesmente criou ambientes integrados. Nos quais os dados, os processos e o middleware eram integrados para criar uma solução.

Muita coisa mudou quando a empresa precisou da flexibilidade para alterar os aplicações rapidamente conforme os requisitos do cliente mudavam. Com o advento da cloud híbrida surgiu a necessidade de conseguir uma variedade de serviços. Em muitos modelos de implementação diferentes essa variedade de serviços é fundamental. As aplicações ágeis e modulares da próxima geração exigem o acesso a dados. Esses dados podem estar no data center ou em aplicações pertencentes a várias unidades de negócios.

O negócio requer novos modelos de negócios que dependem de processos de negócios inovadores. Cada vez mais, serviços como virtualização, as arquiteturas e microsserviços estão a mudar a forma como as aplicações são criados. Deixou-se de escrever código como um processo de negócios integrado. As novas aplicações são projetadas para vincular serviços bem definidos por meio de wrappers de API. Esses serviços aproveitam os serviços de conjugação para criarem a solução necessária para os negócios.

 

A integração como um serviço torna-se numa plataforma híbrida.

Permite que aplicações de cloud ou serviços de aplicações sejam vinculados uns aos outros e a aplicações locais. Esses serviços de integração devem ser projetados para que possam suportar mudanças nas estratégias de negócios e de tecnologia. Essa abordagem híbrida para integração ajuda a resolver o problema dos sistemas de aplicações e dados.

 

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O que é um contentor?

Um contentor é um ambiente que inclui um conjunto de serviços de aplicações dependentes e códigos necessários para operar esse serviço. Esse conjunto de serviços é empacotado de maneira que possa residir em qualquer sistema operativo. O contentor inclui uma API bem definida para que possa ser ligado a outros serviços para criar uma aplicação.

 

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APIs de gestão

As API são críticas num ambiente de TI como um serviço. Uma API é uma interface definida para um serviço ou ferramenta. Ajuda a desenvolver programas de maneira mais eficaz através da vinculação de componentes. As APIs padronizadas tornar-se muito importantes num ambiente de cloud híbrida porque permitem atendimento automático. Além disso, essas APIs padronizadas podem ser armazenadas no catálogo de serviços para garantir que sejam devidamente verificadas. As APIs precisam de ser seguras, fáceis para os programadores entenderem, serem testadas e confiáveis.

 

Adicionar as APIs ao catálogo pode controlar quem pode aceder a API.

A vantagem das APIs é que elas abstraem os detalhes da implementação do serviço e apenas expõem o serviço de que o programador precisa. É provável que na maioria dos ambientes de TI como um serviço, haverá centenas, senão milhares, de APIs para ajudar a criar arquitetura de serviços modular e flexível. Portanto, a gestão dessas APIs é obrigatória e essencial para o sucesso da TI como um serviço. Especialmente porque as APIs são a maneira mais eficaz de criar interfaces entre os sistemas de back-end e uma variedade de serviços de aplicações.

A gestão de APIs fornece uma maneira consistente de gerir APIs como um ciclo de vida. Isso é essencial, pois as APIs também são um meio essencial de partilhar essa propriedade intelectual com os clientes e parceiros. Uma plataforma ou portal de gestão de API típico permite que a administração centralizada torne a implementação mais fácil e segura.

A plataforma de gestão de API fornece um conjunto de ferramentas que ajuda a criar, depurar e implementar essas APIs. O portal de gestão de APIs também pode ser utilizado para descobrir quais APIs existem e quais regras geram a sua utilização. O portal também pode monitorar o desempenho das APIs para ajudar a gerir o desempenho do sistema.

Um micro-serviço é uma técnica para construir aplicações de software baseadas na conjugação de um conjunto de módulos de software. Normalmente os micro-serviços são independentes da plataforma subjacente. Ou seja, esses micro-serviços não têm dependências para serviços externos ou infraestrutura. Esses serviços precisam de incluir uma API bem definida para que os micro-serviços possam ser vinculados para criar novas aplicações.

 

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Capitulo 4 – Implementar a TI como um serviço

 

▶ Quais os requisitos comerciais

▶ Compreender suas cargas de trabalho

▶ Reconhecer o papel da padronização na infraestrutura

▶ Proteger os ativos da sua empresa

▶ Pensar para além do data center

▶ Projetar um modelo sustentável

▶ Planear a previsibilidade e a mudança

▶ Lançar-se na jornada de TI como serviço

 

Se você leu este artigo desde o início, agora pode ter uma noção do que significa transformar a TI num conjunto de serviços. Serviços que fornecem à empresa as soluções certas para o problema certo, no momento certo. Sempre com o planeamento e a colaboração corretos entre a TI e os negócios.

Neste capítulo, você descobre algumas práticas recomendadas que fornecem um ponto de partida para poder começar a sua jornada de TI como serviço. Embora existam medidas concretas a serem tomadas, há também importantes conjuntos de etapas de planeamento. São etapas que ajudam a tornar a sua jornada num sucesso.

 

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O Requisito de Negócio

Conforme referimos no capitulo 2, o surgimento do Shadow IT foi um despertar rude para as organizações de TI. As empresas estavam preocupadas porque as equipas não podiam suportar novas formas de fazer negócios. A transformação digital veio tornar impossível manter os negócios como até então.

Como os líderes da Linha de Negócios ( LoB ) resolveram as coisas por conta própria, ficou claro que as coisas mudariam para sempre. As organizações de TI que resistiram à rebelião dos executivos da LoB começaram a perceber o seguinte. Elas precisavam de repensar a forma como a TI poderia ser entregue. A resposta passou a ser a TI como um serviço.

Nesta nova era da computação, as organizações estão a adotar um modelo industrial para serviços que suportam mudanças nos negócios. Criar este modelo não começa por codificar ou comprar uma nova aplicação. Em vez disso, o processo de criação de um ambiente de computação ágil precisa de se alinhar às iniciativas estratégicas de negócios.

 

As organizações bem sucedidas, começam por definir um caminho que tem cinco componentes fundamentais:

✓Perceber o estado atual do negócio e os ativos de TI de suporte;

✓Chegar a uma conclusão sobre o que funciona e o que precisa de mudar;

✓Perceber como a TI pode tornar-se num conjunto de serviços construído tendo em conta a sua reutilização;

✓Focar-se na experiência do cliente e nos indicadores-chave de desempenho corretos tanto a curto quanto a longo prazo;

✓Definir diretrizes para práticas recomendadas, incluindo viabilidade econômica, segurança de gestão, resiliência e desempenho previsível.

 

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Entender as cargas de trabalho – Workflows

Antes de poder fazer uma migração bem-sucedida para a TI como um serviço, você precisa dar um passo atrás e entender a natureza mutável das suas cargas de trabalho. Fazer um esforço para obter uma compreensão objetiva da natureza de suas cargas de trabalho ajudará no planeamento e na tomada de decisões. Suas cargas de trabalho são autónomas ou são modulares? Se você tiver um dispositivo wearable de fitness, todas as suas cargas de trabalho provavelmente estarão alojadas numa única cloud pública.

 

O que fazer quando se têm análises complexas?

Poderá utilizar uma combinação de serviços privados e um serviço de cloud pública para computação adicional. Você pode ter uma análise sofisticada que executa uma vez por trimestre. Faz sentido utilizar uma análise como uma plataforma de serviço. Há situações em que as cargas de trabalho são complexas e escritas como aplicações integradas totalmente na plataforma de hardware.

Além disso, se as suas cargas de trabalho estiverem estáveis ​​e não forem alteradas com frequência, uma implementação local ajudará. Nesta situação, os seus padrões de consumo não mudam com frequência. Há também um importante fator de custo envolvido.Economicamente não faz sentido mover simplesmente as cargas de trabalho para a cloud em massa. Se essa aplicação funcionar bem para os negócios, não há motivos para alterações. O processo de alteração de um ambiente de TI monolítico para uma cloud híbrida que suporta uma variedade de cargas de trabalho tem muitos pontos de partida diferentes.

Portanto, você pode implementar um ambiente totalmente automatizado e conjugado que suporte uma variedade de aplicações complexas. Em vez disso, é muito mais pragmático começar devagar com cargas de trabalho simples que podem operar facilmente na cloud. Você pode começar com um conjunto de serviços de computação para a organização de desenvolvimento. Ou começar, até mesmo, com uma aplicação de software como serviço (SaaS) autónoma. À medida que o tempo passa a sua organização amadurece e compreende as melhores práticas para cloud híbrida. Com isso, você poderá adicionar mais e mais automação e modularidade de serviços cada vez mais sofisticados.

 

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Tornar padrão a Infraestrutura

Um dos princípios da TI como Serviço é a sua capacidade de tornar padrão uma infraestrutura através da automação. Se todos os seus serviços forem pontuais em todas as situações, você não será capaz de obter economias com a cloud. Portanto, considere com que tipo de serviços você está a trabalhar. Por exemplo, uma aplicação foi otimizada para operar num ambiente de hardware específico. O que pode acontecer é não ser económico mover essa carga de trabalho para a cloud. Nessa situação, geralmente há um requisito para que os programadores alterem as configurações manualmente. Sem um nível de automação, a criação de um ambiente focado em TI como serviço pode ser difícil.

 

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Proteger a sua empresa

Não importa o quão bem você tenha conseguido projetar o seu ambiente. Se esse ambiente não for seguro para clientes e parceiros, você coloca a sua empresa em risco. Portanto, pense nos três fatores a seguir que ajudam a criar um ambiente de TI de desempenho bem-sucedido como um serviço:

 

✓Políticas de Controlo:

Projetar políticas e controlos de segurança como parte da estrutura de TI como Serviço.

Numa boa plataforma de segurança, você não pode proteger os ativos da sua empresa.

Você pode ter os serviços mais inovadores, mas se você colocar seus clientes e parceiros em risco, você falhará.

Políticas e controlos devem estar sempre presentes para dar suporte às regras e requisitos de gestão.

Você pode ter uma política que requer que a senhas dos utilizadores tenham no mínimo oito letras.

No entanto, você também precisa de um controlo que declare que a senha não pode ser a palavra “senha”.

Você deve incluir a formação dos utilizadores como parte da política de implementação para proteger a sua empresa.

 

✓Implementar gestão de dados:

Muitos setores têm requisitos para proteger os dados do cliente.

Os riscos e penalidades financeiras por falha são altos.

Num ambiente de TI como Serviço, você precisa ter módulos que possam ser implementados com base em regras e políticas.

Não tenha como certo que a gestão básica de dados que existe na sua empresa é suficuente.

 

✓Gerir o nível de serviço correto:

Quando você está a pensar nos seu ambiente de TI como um Serviço, você deve ter em conta o seguinte.

Focar-se no desempenho em termos de níveis de serviço, qualidade e sobretudo segurança.

Pragmaticamente, você precisa ser capaz de alavancar uma variedade de serviços.

Serviços que se combinam para criar soluções inovadoras e práticas para dar suporte aos clientes.

No entanto, se esses serviços não tiverem bom desempenho, você decepcionará os clientes.

Você precisa de entender que esses serviços devem agir como um ambiente integrado.

 

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Pensando além dos Centros de Dados

No final, sua responsabilidade é sobretudo com a experiência do cliente. Portanto, quando você pensa no seu datacenter e na infinidade de serviços em cloud disponíveis, é necessário o seguinte. Entender sobretudo como eles oferecem suporte aos negócios e a seus clientes.

Cada serviço oferece uma função diferente em termos de agilidade, previsibilidade e escalabilidade. Com muita frequência, as empresas criam um ambiente de cloud separado para oferecer suporte à experiência on-line. Esse ambiente cloud é criado de maneira isolada do restante ambiente do negócio.

A TI como um serviço em cloud não é simplesmente uma extensão do seu data center. Os serviços em cloud podem fornecer o tipo de flexibilidade para criar uma nova e imaginativa experiência do cliente. Quando você começa a criar um ambiente de TI como um Serviço, está a projectar mudanças.

Que tipos de novos serviços você pode oferecer aos clientes e que iram transformar a relação comercial? Como você pode tornar mais fácil aos clientes e parceiros fazerem negócios com a sua empresa? Existem novos serviços que irão distinguir os seus produtos e serviços dos seus concorrentes? Você está pronto para interromper um mercado já bem estabelecido?

 

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Criar um modelo sustentável

Através da experimentação e de uma abordagem passo a passo, você consegue provar aos negócios o seguinte. A TI como um serviço é um modelo que pode ter impacto no ritmo dos negócios e na capacidade de inovar. Agora está na hora de dar o próximo passo, e criar modelos de serviços. Modelos que podem ser utilizados ​​repetidamente para diferentes necessidades de negócios. Você começa a criar serviços comerciais reutilizáveis ​​que codificam as regras de negócios.

Em seguida, você vincula esses serviços com base nas novas necessidades de negócios, sem ter de reprogramar tudo. Essa transição de TI para um conjunto de serviços tem um impacto profundo na velocidade das mudanças nos negócios. Esses novos serviços estão emparelhados com outros serviços de TI, incluindo testes, segurança, monitoramento e gestão. Você precisa de executar todas essas funções sempre que reunir um conjunto de serviços para resolver um novo problema de negócios.

 

Você também precisa de ter um modelo de boas práticas.

Que ajude os programadores a criarem novos serviços reutilizáveis ​​quando novas ideias forem colocadas em prática. Esse novo modelo difere do modelo tradicional de TI porque nada é criado isoladamente. Todos os serviços são um esforço conjunto entre a empresa e a TI, portanto trabalhe de forma colaborativa para apoiar a mudança e a inovação.

 

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Gerir a Previsibilidade e a Mudança

Chegou ao fim o período em que a organização de TI éra responsável pela gestão do passado acabou. A organização de TI emergente tem o potencial para se tornar num agente de mudança e num verdadeiro parceiro de negócio. Este movimento é um processo passo a passo. Requer tanto a compreensão dos objetivos estratégicos da empresa quanto a disponibilidade e aplicabilidade de tecnologias emergentes.

Mais importante ainda, a TI como Serviço é um modelo económico. Analisa os tipos de tecnologia que levarão a uma mudança real combinada com os custos dessas tecnologias. A TI como um serviço representa a industrialização da TI. Para que ela possa cumprir a promessa de proteger a receita das empresas no meio desta turbulência.

 

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A jornada está apenas a começar

Seria maravilhoso supor que você pode simplesmente criar uma nova plataforma. Uma nova plataforma que consistisse num conjunto de serviços bem definidos com APIs. No entanto, a inovação no mundo real não é tão simples assim. Tenha em consideração que você começará a construir uma nova geração de aplicações com base no DevOps. É o modelo onde os programadores trabalham lado a lado com a equipa de operações.

De facto, você precisa de escolher aplicações SaaS que resolvam problemas comerciais específicos. Aproveite os seus dados em todo o seu ambiente para melhorar a sua tomada de decisão. Pense no processo de negócios de maneira completamente diferente neste novo modelo de TI. Os processos de negócios têm a garantia de mudar conforme o negócio muda.

As empresas mais avançadas e inovadoras entendem que os novos processos de negócios são a marca dos inovadores. Ao olhar para o futuro, você verá a evolução da organização de TI como uma consultora de serviços.

 

Isso significa que a TI não irá criar ou administrar apenas serviços.

Também irá garantir que os serviços sejam projetados para funcionar em conjunto sem problemas. A TI garante que os seus líderes sejam parceiros da empresa na criação de estratégias voltadas para inovação digital. Você está a embarcar numa importante jornada de transformação.

Existem muitas tarefas que se lhe apresentam, mas você não está sozinho. Converse com os seus colegas. Envolva-se com profissionais que ajudaram outras empresas a migrar para esse novo modelo de TI como Serviço. Para o ajudar a começar contate o www.informatico.pt, certamente que não se irá arrepender.

Você não precisa de fazer tudo de uma vez. Selecione as tarefas e os projetos que o ajudarão a provar o valor da TI como um serviço. Dê formação à sua equipa sobre o tipo de serviços que você está a criar. Mostre-lhe como pode beneficiar da agilidade e produtividade dentro da sua organização nos próximos anos.

 

 

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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