TDT vai ajudar os dispositivos móveis

A faixa do espectro radioelétrico dos 800MHz, libertada com a passagem da televisão analógica para a televisão digital, terá de ficar disponível aos serviços de banda larga móvel (4G) até 1 de janeiro de 2013, de acordo com o aprovado pelo Parlamento Europeu.


 A meta está prevista no “Programa de Políticas para o Espectro Radioeléctrico”, proposto inicialmente pela Comissão Europeia e neste momento aprovado pelos eurodeputados, funcionando como prazo limite. Em Portugal, por exemplo, a faixa ficará livre já em abril deste ano, com a conclusão do processo de transição para a TDT.

TDT ajuda banda larga 4G

O referido conjunto de medidas tem por objetivo estimular o aumento do mercado de banda larga móvel, ajudando a diminuir o denominado dividendo digital.

“Este plano ajudará a reduzir o dividendo digital e a fazer da Europa um continente ligado e competitivo, e a introduzir mais ofertas de banda larga sem fios no mercado”, refere a vive-presidente da Comissão Europeia Neelie Kroes.

A aprovação acontece depois dum acordo prévio estabelecido com o Conselho Europeu, adotado pelos Estados-membros em outubro de 2011.

Em 2010, quando o novo programa estava a ser planeado, especialistas do sector das telecomunicações calculavam que a infraestrutura necessária para a cobertura da banda larga móvel utilizando a faixa dos 800 MHz seria cerca de 70% mais barata do que utilizando as radiofrequências dos 2GHz.

Além de estipular a data limite para a libertação da faixa dos 800MHz, o conjunto de medidas estabelece também que, até final de 2012, os Estados-membros tenham autorizado o utilização das faixas 2,5-2,69 GHz, 3,4-3,8 GHz e 900/1800, para utilização em comunicações de banda larga móvel, incluindo serviços banda larga 3G e 4G.

O mais tardar até meados de 2013, a CE quer analisar se o espectro entre os 400 MHz e os 6 GHz está ou não a ser usado de forma eficiente. O objetivo é avaliar a urgência de estabelecer novas medidas coordenadas relativamente à alocação de faixas de espectro adicional com objetivos específicos.

A PT tornou publico que vai alargar a oferta de internet móvel de quarta geração, um movimento comum às restantes operadoras e que resulta da libertação da faixa de frequência dos 800 MHzdo que ocorreu com o fim da TDT.

Num comunicado enviado esta terça-feira, a Portugal Telecom (PT) diz que «reforçou a cobertura da a sua rede banda larga4G para cerca de 80 por cento da população», quando até neste momento se situava nos 20 por cento.

As operadoras de telecomunicações estão a alargar a a sua oferta de internet móvel de quarta geração (4G, ou LTE) desde o apagão final da televisão analógica em 26 de abril, que libertou a faixa de frequência dos 800 MHz, escreve a Lusa.

Em consonância com o calendário avançado em março – mês em que o serviço foi publicado pelas três operadoras – pelo presidente executivo da PT, Zeinal Bava, a operadora quer ainda «até ao final do ano» levar a internet móvel banda larga 4G a «acima de 90 por cento do continente e ilhas».

Também a Vodafone estava à espera da libertação da «frequência rainha» dos 800 MHZ para alargar a oferta LTE. A operadora dá desde março internet móvel banda larga 4G a «uma mancha significativa de Lisboa e Porto e está presente em todas as restantes capitais de distrito», bem como no Funchal e em Ponta Delgada.

«A cobertura será significativamente aumentada a partir de finais de abril, com a utilização das frequências na faixa dos 800 MHz, e continuará a ser progressivamente alargada ao resto do país», afirmou fonte oficial da operadora, também em março.

Já a Optimus começou por levar a rede de quarta geração móvel a Lisboa, Porto e restantes capitais de distrito, esperando Miguel Almeida, CEO da operadora, também em declarações no mês do arranque da banda larga 4G em Portugal, ter «cobertura de 80 por cento da população portuguesa até final do ano».

As operadoras estão a oferecer a internet móvel 4G para duas velocidades, a 50 e 100 megabytes por de acordo com.

No caso da PT, a oferta banda larga 4G está a ser feita através de duas marcas ¿ TMN 4G e MEO 4G ¿ e a operadora está a apostar em estratégias comerciais que potenciem o efeito de rede. Um dos argumentos da oferta da PT é o da partilha por dois equipamentos dos «plafonds» de tráfego contratados.

Outra estratégia da PT passa pelo reforço da marca MEO, que tem aqui a possibilidade de se afirmar como operador móvel de dados, sendo que o objetivo da operadora, revelada por Zeinal Bava em março, é que não fique «por aqui».

 

 TDT e banda larga

 

 O que pensa da nova banda larga 4G?

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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