Sites para detectar plágio online

O plágio é uma tentação antiga. Mas, nos nossos dias, os prevaricadores têm a vida facilitada. Seleccionar informação na Internet e ‘copiar e colar’ tornou-se terrível praga nos estabelecimentos de ensino, sobretudo, nas universidades.

Solicitar trabalhos de pesquisa aos alunos acarreta cuidados dobrados para o professor, pois, ao corrigir, deve também verificar se houve ou não plágio, tarefa nem sempre concludente, mas que exige paciência, tempo e conhecimento.
O reitor da Universidade de Coimbra defendeu um acompanhamento mais regular dos alunos, para prevenir a fraude. Porque já se encontraram dissertações de mestrado e de doutoramento plagiadas.

Nuno Crato, por sua vez, afirmou ser impossível orientar, devidamente, uma dúzia ou mais de teses de mestrado ou de doutoramento. Concluiu ainda, com propriedade, que ‘quando se procura contribuir para a ciência, a fraude é mais difícil.’.
Tomadas em devida conta, estas duas posições pedagógicas podem, na verdade, desencorajar o plágio. Contudo, tal implica trabalhar com menos alunos, o que, por razões orçamentais, é inviável ao nível de alguns cursos do 1.º ciclo do ensino superior. Por outro lado, obriga também a repensar a distribuição das orientações científicas, optimizando recursos humanos em prol da qualidade.
Para combater a fraude, a Universidade da Madeira, a exemplo de outras instituições congéneres, introduziu, este ano lectivo, o detector de plágios. Assim, os trabalhos, entregues no Gabinete de Apoio ao Estudante, serão certificados da detecção ou não de plágio e, de seguida, remetidos aos docentes.

O programa de detecção de plágios, consumados com materiais disponibilizados na Internet, ajudará, e muito, na correcção dos trabalhos. Contudo, os professores terão também em conta que o plagiador poderá servir-se de meios não electrónicos.
Constitui nossa tarefa combater o flagelo do plágio que ameaça infestar a Escola, com prejuízo da actividade científica.

Com perspicácia, escreveu o professor Castanheira da Costa, reitor da Universidade da Madeira, no início deste ano lectivo: ‘Agir no sentido de garantirmos que este fenómeno é controlado na nossa Universidade é fundamental para o nosso bom nome e, sobretudo, para a qualidade e o prestígio dos nossos cursos.’

Não se julgue, no entanto, que o plágio é prática exclusiva dos alunos. Em 2003, foram amplamente divulgados dois plágios da bióloga, escritora e professora Clara Pinto Correia, na revista ‘Visão’. Escritores consagrados também foram acusados de plagiar, como Camilo José Cela, laureado com o Prémio Nobel da Literatura.
Em épocas mais antigas, o plágio não apresentava a gravidade actual. Muitas vezes, os escritores integravam textos anteriores nas suas obras, mencionando, quase sempre, a autoria, mas não distinguindo a obra trasladada dos acrescentos. Veja-se este exemplo, respeitante às primeiras crónicas insulares.

No ‘Livro Segundo das Saudades da Terra’ (1584), o micaelense, Gaspar Frutuoso (1522-1591), reproduziu o manuscrito que lhe enviou o cónego da Sé do Funchal, Jerónimo Dias Leite (c. 1536 – c. 1593), embora tivesse introduzido novos elementos. Todavia, o clérigo madeirense também teria copiado a narrativa de Gonçalo Aires Ferreira, acrescentando-a com outras notícias históricas.

Cópias e adaptações eram comuns nesse tempo. Hoje reprova-se o plágio, como prática deplorável que lesa direitos autorais e retira qualquer credibilidade científica a quem se serve, ilicitamente, de obra alheia.
Esta fraude não se limita, porém, ao irreflectido, preguiçoso ou espertalhão ‘copiar e colar’ dos estudantes. Não se reduz à transcrição, com as mesmas palavras.

Neste crime incorrem também aqueles que, com fina astúcia, fazem traduções literais de excertos de capítulos de livros ou artigos, disponíveis na Internet em línguas estrangeiras, e transcrevem-nas, nos seus artigos ou comunicações, sem itálico nem aspas, referenciando-os depois, na bibliografia, com outro formato ou suporte. A reprodução de uma tradução fiel, não devidamente assinalada, constitui, sem dúvida, crime de contrafacção, por apresentar como sendo seu, total ou parcialmente, o trabalho alheio.

 

 Outras Soluções para encontrar plágio :

Detectar conteúdo online plagiado tornou-se tão fácil como uma brincadeira.

No entanto, para organizações de notícias que descobrem que têm o conteúdo publicado sem autorização, o assunto é sério.

Algumas organizações usam software caro para verificar se há plágio, mas se você trabalha em uma redação pequena ou blog, estas versões gratuitas poderão lhe ajudar a comprovar um talento novo ou um veterano em copiar e colar. Outra razão para conferi-los: se quer saber se sua escrita é original, utilize um verificador — eles também são grandes coletores de clichê.

Plagiarisma Este verificador de conteúdo é a nossa escolha número um pelo suporte de idiomas e versatilidade. Registe-se gratuitamente através da sua conta no Facebook e você pode colar textos, verifique a url ou carregar ficheiros em 190 línguas. Além de pesquisar a Web, o Plagiarisma também pode buscar artigos, patentes, pareceres jurídicos e jornais no Google Acadêmico e também no Google Livros.

Plagtracker A versão gratuita pesquisa textos de até 5.000 caracteres por mês em 14 bilhões de páginas na Web e 5 milhões de artigos acadêmicos. Comparado aos concorrentes, a versão gratuita é lenta, demorou cerca de dois minutos para processar o nosso post de 500 palavras. Entretanto, achou corretamente uma citação parcial repetida várias vezes, mas nem sempre pegou o conteúdo que tinha sido publicado em nossos sites parceiros. O Plagtracker tem a interface mais limpa do grupo e os resultados são fáceis de entender. Disponível em alemão, francês, romeno e espanhol, com italiano em desenvolvimento.

Duplichecker O site permite que você verifique um texto qualquer colando-o ou carregando um ficheiro .txt e depois compare frase por frase no Google, Yahoo ou MSN. Funciona de forma rápida e encontrou corretamente nosso artigo duplicado — bem como várias reimpressões não autorizadas — mas apresentou na página de resultados muitos artigos correspondentes a qualquer uma das palavras, não só frases específicas. Já que divide o artigo em frases, é muito mais rápido do que usar um motor de busca somente. Disponível somente em inglês.

Copyscape A versão gratuita deste verificador de conteúdo trabalha buscando páginas duplicadas, por isso não ajuda muito antes da publicação de um texto, mas pode ajudar se você precisa de uma pesquisa rápido sobre o que já publicou. Versões premium incluem pesquisas de texto e alertas duplicados.

The Plagiarism Checker (Busca blocos de texto no Google.)

Articlechecker (Semelhante ao anterior, mas permite comparar com Yahoo e inserir URL.)

Plagium (Com opções avançadas para fazer a busca em várias línguas.)

Duplichecker (Pesquisa tanto excertos como documentos em vários motores de busca.)

Pesquisa no Google Esse é óbvio, mas estamos incluindo-o como um lembrete por uma série de razões. Embora você só possa verificar passagens curtas — o motor de busca limita consultas a 32 palavras — permite testar frases em todos os 46 idiomas do Google, do africâner ao vietnamita. Uma pesquisa rápida de algumas citações pode indicar se o texto requer mais análise.

 

 Também já precisou de ferramentas para verificar plágio ?

 

Partilhe a sua experiência com tentativas de plágio

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

PRÓXIMOS ARTIGOS:

Inscreva-se e Receba Grátis:

  • Últimas Notícias sobre Tecnologia
  • Promoções de produtos e serviços
  • Ofertas e Sorteios de equipamentos
Avaliar Artigo:
[5 Estrelas]

DEIXAR COMENTÁRIO:

1 thought on “Sites para detectar plágio online”

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

AVISO:

Todo e qualquer texto publicado na internet através deste sistema não reflete, necessariamente, a opinião deste site ou do(s) seu(s) autor(es). Os comentários publicados através deste sistema são de exclusiva e integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. A administração deste site reserva-se, desde já, no direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de carácter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação do seu autor (nome completo e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.

Categorias:

PROBLEMAS INFORMÁTICOS?
Escolha aqui um serviço!

Este site utiliza cookies para melhorar a sua experiência. Ao continuar a navegar estará a aceitar a sua utilização. Pode consultar mais informação no Centro de Privacidade.