Site com propostas programas e metas curriculares

Propostas de metas curriculares e de novos programas estão disponíveis para consulta no site da Direção Geral de Educação, e permanecem em consulta pública até 02 de Dezembro, data até à qual podem ser enviados por e-mail contributos, crítica e sugestões que serão posteriormente analisados pelo grupo de trabalho e, eventualmente integrados no documento final.

O conceito de Metas está relacionado com os objetivos. Mas afinal o que e Metas Modelo De Plano De Metas  Jornal Metas Gaspar

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Os documentos com a proposta das metas curriculares para o ensino básico não foram ontem, quinta-feira, disponibilizados aos responsáveis das associações de professores que compareceram na sessão de apresentação promovida pelo ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, e que decorreu durante todo o dia.

Por essa razão, os presidentes das associações de professores de Matemática, Português e Educação Visual e Tecnológica, quando contactados ao fim da tarde de ontem, pouco tinham ainda a dizer sobre as novas metas para as suas disciplinas.

Mas o que foi dado a saber na sessão de ontem deixou-os apreensivos. Elsa Barbosa, da Associação de Professores de Matemática, diz que “choca” o facto de a referência de base voltar a ser o ano e não o ciclo de escolaridade, o que aliás, vinca, contraria o programa em vigor. Neste estão definidos os conteúdos que devem ser trabalhados e adquiridos até ao final de cada ciclo. Mas nas novas metas as aprendizagens a adquirir estão identificadas ano a ano.

“Vai haver um conflito”, prevê. Mas sobretudo, alerta, com esta alteração põe-se em causa a possibilidade de tratar “de modo diferente aquilo que é diferente”, ou seja, os diferentes ritmos e capacidades dos alunos. “É como se tivéssemos uma “lista de supermercado” para aferir se já se comprou ou não um produto. Só que não é assim que se trabalha no ensino”, diz.

Segundo o ministério, as novas metas para já definidas para as disciplinas de Português, Matemática, Educação Visual, Educação Tecnológica e Tecnologias da Informação e Comunicação são “uma referência da aprendizagem essencial a realizar pelos alunos em cada disciplina, por ano de escolaridade”. São “objectivos cognitivos muito claros” para professores e alunos, indicou Nuno Crato numa conferência de imprensa realizada após a apresentação aos professores.

O ministro esclareceu que as metas vão “clarificar aquilo que, nos programas, deve ser prioritário, os conhecimentos fundamentais a adquirir e as capacidades a desenvolver pelos alunos ao longo dos diversos anos de escolaridade”.

Depois de um dia passado na apresentação, Filomena Viegas, da Associação de Professores de Português, sabe que o documento para esta disciplina tem 60 páginas. Na sessão de trabalho onde esteve havia dois exemplares que circulavam entre os presentes. Chegou a estar à sua frente apenas o tempo suficiente para perceber a “macroestrutura”. Não se pronuncia, portanto, ainda sobre as metas, mas o que lhe foi permitido ver suscita-lhe “reservas” e transmitiu-as na sessão de ontem.

“Existe um desfasamento em relação ao programa em vigor”, avisa. O programa de Português do ensino básico, que foi apresentado como tendo sido o referencial para a elaboração das novas metas, está “estruturado com base em competências, mas este conceito desaparece agora”, frisa. Com este passo, e pela mesma razão, deixa-se também de seguir o Quadro Comum de Referência para o Ensino das Línguas adoptado na Europa a partir de 2001, adverte.

No próximo ano lectivo, a disciplina de Educação Visual e Tecnológica (EVT) será dividida no 2.º ciclo em duas componentes autónomas. Por essa razão, as duas novas disciplinas foram escolhidas para integrar o primeiro lote das que terão novas metas curriculares. “Não se percebeu bem quais são”, admite José Alberto Rodrigues, presidente da associação de professores de EVT, que se mostra ainda mais preocupado pelo facto de não existirem programas para as novas disciplinas. Na prática, acrescenta, “não sabemos que conteúdos deverão ser leccionados já no próximo ano lectivo”.

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) colocou esta segunda-feira em consulta pública as propostas de novos programas de Português, Matemática e Física e Química A do ensino secundário, e novas metas curriculares de diversas disciplinas do básico e secundário.

«Com a preocupação de atualizar o currículo do ensino secundário – agora incluído na escolaridade obrigatória -, e tendo em conta alterações introduzidas no ensino básico, foram elaborados novos Programas de Português e de Matemática A, dos 10.º, 11.º e 12.º anos, e de Física e Química A, dos 10.º e 11.º anos, contribuindo para a coerência de todo o percurso escolar dos alunos», explicou o MEC, em comunicado.

Em junho deste ano o ministério já tinha homologado o novo Programa de Matemática do Ensino Básico, apesar das críticas dos professores da disciplina, que o consideraram «um retrocesso».

De acordo com o comunicado de imprensa do MEC, História, Geografia e Ciências Naturais, do 9.º ano do ensino básico, e Física e Química do 12.º ano, do ensino secundário, além das três disciplinas do ensino secundário que também têm novos programas, são as disciplinas que têm desde hoje metas curriculares em discussão pública, «dando início à terceira fase de um processo que começou com a revisão da estrutura curricular».

As metas identificam os conhecimentos a adquirir e as capacidades que se querem ver desenvolvidas em cada área disciplinar e ano de escolaridade.

No comunicado, o ministério explica que as metas «foram elaboradas por equipas disciplinares, que contaram com um grupo de consultores formado por diversos especialistas» e que «estão formuladas de forma clara e precisa, de modo a facilitar a sua consulta e utilização».

O objetivo, refere o ministério, é facilitar a planificação das aulas e permitir aos encarregados de educação acompanhar o progresso dos alunos.

«Na elaboração das metas de Física e de Química do 12.º ano foi considerada a atualização da carga horária semanal destas disciplinas, selecionando-se os conteúdos de modo a garantir uma distribuição equilibrada pelas três unidades do Programa e de tendo em conta o prosseguimento de estudos», explicou o MEC.

As metas curriculares para as disciplinas do 9.º ano de escolaridade têm que estar obrigatoriamente em vigor no ano letivo de 2015-2016. Quanto às metas das disciplinas do ensino secundário, para o 10.º ano entram obrigatoriamente em vigor em 2015-2016, as do 11.º ano de escolaridade no ano letivo seguinte, e as do 12.º ano em 2017-2018.

«Até à sua aplicação obrigatória, metas e programas serão documentos de referência, podendo ainda sofrer ligeiras adequações decorrentes da experiência da sua utilização» recorda o ministério citado pela Lusa.

Site: programas e metas curriculares

Se é professor ou pai de algum aluno deixe um comentário sobre o que pensa destas novas metas que o governo estipulou…

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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