Redes sociais não protegem as crianças

Apenas dois sites de redes sociais protegem os perfis de menores por defeito, revela a Comissão Europeia.

Apenas dois sites de redes sociais tornam os perfis de menores privados por defeito, de acordo com um teste a 14 sites realizado para a Comissão Europeia.
O teste teve como objectivo descobrir se os sites estavam a cumprir com os princípios para redes sociais seguras (“Safer Social Networking Principles”), um acordo de auto-regulação assinado em 2009.

Só o Bebo e o MySpace têm configurações iniciais, por defeito, para assegurar perfis de menores mais privados.

“Estou decepcionada que a maioria dos sites de redes sociais não garantam que os perfis dos menores sejam acessíveis, por defeito, apenas para os seus contactos aprovados. Vou instá-los a assumirem um compromisso claro para resolver isto numa versão revista do quadro de auto-regulação.

Os jovens não compreendem totalmente as consequências de revelarem muito das suas vidas pessoais online”, disse a Comissária para a Agenda Digital, Neelie Kroes.

Os testes da Comissão decorreram entre Dezembro de 2010 e Janeiro de 2011 no Arto, Bebo, Facebook, Giovani, Hyves, Myspace, Nasza-klaza, Netlog, One, Rate, VZnet, Galleria, Tuenti e Zap. Investigadores testaram os sites na sua língua original (por exemplo, o Tuenti foi testado por um investigador espanhol ou o Taxa por um da Estónia) e descobriu-se que enquanto a maioria fornece informações básicas de segurança, a mesma é difícil de encontrar em muitos sites.

Actualmente, 77% dos jovens entre os 13 e os 16 anos e 38% entre os nove e os 12 anos que usam a Internet estão em redes sociais.
Cerca de 65% dos 13 aos 16 anos e 34% entre os 11 e 12 anos de idade que usam a Internet sabem como alterar as configurações de privacidade nos perfis das redes sociais, de acordo com o estudo Kids Online da UE, publicado em Janeiro.

A possibilidade de marcar pessoas em fotos, oferecida pela maioria dos serviços de redes sociais, facilita a procura de fotos de alguém online. 10 dos sites testados permitiam que potenciais estranhos (os chamados “amigos” de “amigos”) contactem menores através de mensagens pessoais ou de comentários nos seus perfis públicos, aumentando os riscos de aliciamento online ou de ciber-“bullying”.

No caso do Facebook, os investigadores descobriram que, embora os mecanismos de notificação para conteúdos impróprios ou de comportamento sejam fáceis de usar, o Facebook não reage rapidamente aos relatórios dos utilizadores e que, quando se está ligado ao Facebook como menor, alguns dos anúncios publicitários exibidos no perfil podem ser considerados inadequados.

Os utilizadores devem ter 13 ou mais anos para usar o Facebook mas isto depende de uma auto-declaração. Ao tentar registar como um de nove anos de idade, a permissão foi negada e não foi possível de imediato re-registar-se como mais velho a partir do mesmo computador. No entanto, foi possível o registo mal o browser foi fechado e reaberto. Nenhum dispositivo de controlo parental existe no Facebook.

Outras nove empresas – Dailymotion, Google, Microsoft Europa, Skyrock, Netzwerke, Stardoll, Sulake, Yahoo Europa e Wer-kennt-wen – também assinaram os Safer Social Networking Principles, que serão testados no final deste ano.

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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