Porque bocejamos quando outros bocejam

Normalmente a nossa mãe diz-nos que estamos cansados. Os nossos professores acham que estamos aborrecidos. Os colegas de trabalho dizem que é falta dum café. E tudo isto porque bocejamos.

Mas deve haver uma explicação melhor…

Os cientistas ainda não descobriram exactamente a origem dos 240.000 bocejos que damos durante a vida, mas há boas evidências de que funcionam para regular a temperatura do corpo.

Em 2007, investigadores da Universidade de Albany, EUA, mostraram a estudantes um vídeo de pessoas a bocejar. Metade dos estudantes foi instruída a respirar pelo nariz, enquanto a outra metade deveria inspirar e expirar pela boca.

No grupo que respirava pela boca, metade bocejava ao ver o vídeo, mas entre os que respiravam pelo nariz, praticamente ninguém bocejou.

 

Porquê?

Pode ser porque quem respirava pela boca estava a sobreaquecer o cerebro. Como o cérebro consome um terço do nosso consumo diário de calorias, gera um pouco de calor. Os nossos cérebros funcionam melhor quando não estão muito quentes.

Para ajudar a reduzir a temperatura, os vasos sanguíneos na cavidade nasal e rosto enviam sangue fresco para o cérebro. Acredita-se que respirar pela boca não permite ao cérebro ser resfriado de forma eficiente. Quando bocejamos, isto causa a expansão e contracção do seio maxilar, cavidade localizada dentro do maxilar. Ele manda o ar para cima, levando ar fresco para nossa cabeça.

Num outro teste, os investigadores de Albany colocaram um pacote frio, um à temperatura ambiente e outro pacote morno na testa de cada paciente. Quem estava com a cabeça fresca bocejou menos que os outros.

No ano passado, na Universidade de Princeton, EUA, descobriram que somos menos propensos a bocejar quando a temperatura no ambiente excede a temperatura interna do corpo, apoiando a teoria de que bocejar tem uma função termo reguladora.

Mas se bocejar apenas serve para arrefecer o cérebro, porque ao bocejarmos contagiamos os outros?

Há alguns estudos que indicam que bocejar pode indicar emoções como interesse,  stress e até vontade de fazer sexo. O bocejo como indicador de excitação surgiu como uma teoria na primeira Conferência Internacional de Bocejos, realizada em Paris em 2010, quando um casmólogo, que é alguém que estuda os bocejos, apontou que sexólogos frequentemente recebem pacientes que reclamam sobre bocejos na preparação para, e até durante o sexo.

O efeito contagioso do bocejo também pode servir para manter várias pessoas em alerta, em situações onde isso seja necessário. Se estiver numa situação onde existam muitos predadores? Se bocejar o  seu corpo aumentará a sua actividade cerebral, e contagiar os outros com um bocejo pode ser útil quando o nosso grupo tem de ficar atento ao perigo. Assim, todos aliviaram os cérebros.

Vários animais bocejam, incluindo as cobras e os peixes, mas nem todos são susceptíveis ao contagioso bocejo. No entanto, os chimpanzés sofrem do mesmo efeito dominó. Os cães não só pegam o bocejo aos outros cães, como ás pessoas também.

Os investigadores acreditam que isto pode sinalizar uma ligação social entre os animais, e nos humanos possivelmente é empatia. Há estudos que mostram que os amigos e as pessoas mais próximas contagiam-se mais rápido que as pessoas desconhecidas.

Foto: Shutterstock/Yuri Arcurs

Fonte

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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