Pagina do Patriarcado atacada por piratas

Desde sexta-feira passada que piratas informáticos atacam a página oficial do Patriarcado de Lisboa. Em causa estão as recentes declarações de D. José Policarpo de que “os protestos nas ruas” não resolvem a crise.

O ataque informático à página da Internet do Patriarcado de Lisboa é uma “ofensa colectiva à grandíssima maioria do povo português”, disse hoje o porta-voz do conselho permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Manuel Morujão.

O JN sabe que os ataques começaram na sexta-feira passada e continuaram, de acordo com relatos nos fóruns informáticos, esta segunda-feira. O Patriarcado afirma que desde sexta-feira, dia em que efetivamente o site foi atacado, a situação está normalizada.

O ataque consistiu em mudar o “rosto” da homepage do site do Patriarcado de Lisboa, colocando uma imagem do cardeal nu tapado nos genitais com um “selo” “censored”.

Apesar do ataque ter sido minimizado, a imagem circula em vários fóruns na Internet, legendada com “Sr. Patriarca, preocupe-se com a sua igreja, que nós preocupamo-nos com a nossa luta”.

O ataque é reivindicado por “hackers” intitulados “Sidekingdom 12-Portugal”.

Recorde-se que, no final do ano passado, o grupo “hacktivista” AntiSecPT reivindicou ataques aos sites do PS, SIS, Ministério da Economia, Banco de Portugal, CGD, Ministério da Educação, Ministério da Justiça e BES. Ataques esses que vários especialistas informáticos consideraram de “fácil execução”, face à falta de segurança que essas páginas revelaram.

No domingo, uma fotomontagem do cardeal-patriarca de Lisboa José Policarpo, em que este aparecia despido, foi publicada por um grupo de piratas informáticos auto-intitulados “Sidekingdom 12-Portugal”, acompanhada da mensagem “Sr. Patriarcado , preocupe-se com a sua Igreja, que nós preocupamo-nos com a nossa luta”.

Em causa podem estar afirmações de cardeal-patriarca realizadas em Fátima, a 12 de Outubro, nas quais sustentou que “não se resolve nada contestando, indo para grandes manifestações” e que o povo a governar a partir da rua resulta na “corrosão da harmonia democrática”.

O porta-voz do conselho permanente da CEP, que reuniu hoje em Fátima, sublinhou que as palavras do Patriarcado D. José Policarpo foram mal interpretadas, lembrando que este “tem defendido as causas do povo”, e considerou a pirataria de “baixo nível”.

O cardeal-patriarca “é alguém que procura que o povo tenha voz e seja respeitado” e “o principal responsável pelas notas pastorais recentemente publicadas, nas quais os nossos bispos se situam no continente dos mais pobres e mais desfavorecidos”, defendeu o padre Manuel Morujão.

Neste caso, a ofensa, frisou, não atingiu uma pessoa em particular, “mas todas as pessoas que partilham a sua fé e que são a sua família alargada”, sendo, por isso, “claramente condenável”.

O funcionamento normal do sítio do Patriarcado na internet foi reposto ainda ao final do dia de domingo.

 

O que pensa deste ataque site do Patriarcado ?

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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