Os perigos do software ilegal

Em Outubro de 2010 a Prince & Cooke realizou um estudo que mostra que os custos com a utilização de software ilegal podem ultrapassar a diferença de preços entre uma cópia pirata e um produto original. A P&C analisou 3.650 pequenas e médias empresas em 12 países latino-americanos e 68,6% delas afirmaram ter sofrido ataques de vírus, falhas operacionais ou problemas nos últimos 12 meses.

O estudo mostra que 14,4%, das falhas foram graves o suficiente para suspender as actividades das empresas. Cerca de 13,6% registaram problemas que afectaram informações sensíveis ao funcionamento do negócio.Os prejuízos causados por falhas ou ataques de vírus devem-se muitas vezes à utilização de softwares ilegais. Sem saber, ou atraídas pelo custo mais baixo, as empresas e os consumidores domésticos instalam nos seus equipamentos programas que podem causar a perda de dados ou prejuízos bem maiores, como o roubo de senhas de cartões de crédito ou roubo de dados pessoais ou de clientes.

É necessário aumentar a percepção de que o barato pode sair muito caro. Alertar para os riscos que representam os programas e jogos falsificados, quer sejam comprados numa feira ou descarregados directamente da internet.

Os empregadores, tão preocupados em fazer crescer o seu negócio, não estão cientes dos riscos e os custos envolvidos na utilização de programas ilegais. Um estudo global encomendado pela Microsoft ao Instituto TNS mostra que um em cada dois consumidores já associa a perda de dados e ataque de vírus à utilização de softwares ilegais e cada vez mais preocupa-se com isso. O estudo, que ouviu 38 mil pessoas em 20 países, mostrou que 70% acreditam que os softwares originais são mais seguros, mais estáveis e fáceis de atualizar. A maioria (75%) dos entrevistados afirma que os consumidores precisam encontrar caminhos para se proteger dos programas piratas e esperam que os governos e as fabricantes aumentem a protecção dos produtos.

44% dos consumidores disseram que se preocupam com a perda ou roubo de dados e a maioria das pessoas ouvidas (84%) afirmou que se alguém pedir a sua opinião sobre a possibilidade de comprar software falsificado ou original dirá que compre o produto genuíno, mesmo que isso custe mais.

Embora a consciencialização sobre os riscos da utilização de software falsificado tenha aumentado, ainda é difícil para o utilizador avaliar as possíveis perdas. Nos 12 países em que as micro e pequenas empresas foram ouvidas, apenas 15% souberam identificar o valor das perdas. Na América Latina, 39% das empresas acreditam que o prejuízo está entre “médio e alto”.

Para ter uma ideia, o estudo da Prince & Cooke estima em mais de 200 dólares por mês de gastos nas micro e pequenas empresas com a manutenção dos seus sistemas, quantia que pode exceder o custo da utilização de software genuino e com garantia do fabricante. O preço aparentemente baixo de um software pirata mascara os preços altos dos serviços para limpar e reformatar os sistemas infectados.

Outro estudo, da Symantec Corporation, com 2.152 entrevistados em 28 países, mostra que o ciberataque é uma grande ameaça às micro e pequenas empresas e que tem crescido a preocupação do segmento com a segurança de seus sistemas de Tecnologia da Informação (TI).

De acordo com a Prince & Coube, na América Latina 75% das vendas de PCs são para utilizadores domésticos ou pequenas empresas e metade corresponde a vendas de equipamentos de linha branca, criando um desafio adicional à indústria de software.

Uma das conclusões do estudo é que quanto menor a empresa, maior a quantidade de pirataria.

53% das micro e pequenas empresas tiveram gastos inesperados com reparações de softwares e 54,8% disseram que as falhas registadas nos seus sistemas originaram perdas de produtividade.

De acordo com o estudo, ao mesmo tempo que subestimam riscos e perdas com programas falsificados, as micro e pequenas empresas tendem a superestimar o investimento em sistemas originais, seja por desconhecimento ou simplesmente por não consultar os canais de venda apropriados.

A P&C afirma que com o custo de apenas um mês de manutenção de computadores ou softwares, uma pequena empresa pode adquirir quatro licenças de sistemas operativos, por exemplo. É preciso também diluir o investimento inicial pelo tempo de utilização. Um sistema operativo com uma vida útil superior a três anos pode ter um custo real inferior a 13 dólares por ano.

A tendência é que os pequenos empresários e consumidores pensem que as perdas causadas por softwares ilegais são ocasionais, ao contrário do que mostram os estudos.

Deixe a sua opinião sobre a utilização de software ilegal…

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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