Os abusos tecnológicos no trabalho aumentaram

Aumentaram os abusos tecnológicos no local de trabalho . Os colaboradores das empresas estão a utilizar cada vez mais os seus próprios dispositivos e aplicações no local de trabalho em detrimento das ferramentas fornecidas pelas organizações.

Esta conclusão consta de um estudo recentemente divulgado pela Accenture, no qual se identifica ainda que quase metade (45%) dos profissionais inquiridos indica que as ferramentas e o software de uso pessoal são mais úteis do que as ferramentas fornecidas pelos seus departamentos de IT para o seu trabalho .

De acordo com a investigação da Accenture, esta realidade faz com que a utilização das ferramentas corporativas de tecnologia represente um dos maiores desafios e oportunidades que as organizações vão enfrentar a nível mundial nos próximos cinco anos.

O estudo “Consumerization of Enterprise IT’” levado a cabo pelo Institute for High Performance da Accenture envolveu mais de 4.000 colaboradores, em 16 países de cinco continentes, assim como mais de 300 executivos das áreas de IT e negócio.

A pesquisa concluiu que apesar das preocupações dos colaboradores sobre a segurança no trabalho dos dados e protocolos de IT, um em cada quatro (23%) profissionais a nível global utiliza regularmente dispositivos e aplicações pessoais para actividades relacionadas com a sua actividade.

Os colaboradores alegam que estas tecnologias melhoram no seu trabalho a capacidade de inovação, a produtividade e a satisfação profissional, e mais de um quarto (27%) afirmaram que estariam mesmo dispostos a pagar pelos seus próprios dispositivos e aplicações para uma utilização a nível profissional.

“Os colaboradores sentem-se cada vez mais capazes para tomar as suas próprias decisões a nível de tecnologia e dizem que as ferramentas corporativas não são tão flexíveis e convenientes como os dispositivos e aplicações de software de utilização pessoal a que recorrem no seu quotidiano”, afirmou Jeanne Harris, Partner responsável por esta investigação do Institute for High Performance da Accenture.

“Surpreendentemente, os colaboradores estão dispostos a pagar para poderem utilizar as ferramentas tecnológicas de que gostam para fins profissionaisno seu local de trabalho , e como resultado, vão certamente usá-las – com ou sem a aprovação das suas organizações”, disse.

A pesquisa revelou também que os padrões de utilização e a atitude em relação a tais tecnologias diferem significativamente em todo o mundo, com a maior generalização de dispositivos tecnológicos de utilização pessoal a registar-se em organizações de mercados emergentes, como o Brasil, a China, a Índia e o México, em comparação com os mercados desenvolvidos.

Em contraste com a média global de 23% na adopção de dispositivos de uso pessoal e de 20% para aplicações que são frequentemente utilizadas pelos profissionais nos locais de trabalho das organizações, países como a China e a Índia demonstram taxas de generalização do consumo bem acima dos 40%.

À medida que os mercados emergentes procuram manter o elevado crescimento que têm vindo a registar ao longo das últimas duas décadas, o recurso a aplicações de uso pessoal no local de trabalho poderá ser um dos principais factores de vantagem competitiva.

Outras conclusões do estudo incluem: 



Crescentes expectativas dos profissionais em relação a tecnologia

· Mais de um quarto (27%) dos colaboradores recorre frequentemente a aplicações não-corporativas descarregadas da Internet no local de trabalho à medida que pesquisam aplicações que os ajudam a desempenhar melhor a sua função.

· O primeiro passo em relação ao consumo de tecnologia implica normalmente o acesso ao e-mail corporativo em dispositivos não-corporativos, em grande parte como resultado do aumento da utilização de smartphones, com 30% a afirmar que verifica diariamente o e-mail antes de se deitar.

· Os profissionais também revelaram a vontade de aceder a aplicações e bases de dados corporativas através da Web, tendo 14% afirmado que acede a aplicações corporativas e bases de dados a partir dos seus dispositivos de uso pessoal numa base regular.

Pessoas resolvem os seus próprios desafios tecnológicos

· Uma grande percentagem de profissionais (43%) sente-se confortável e capaz de tomar as suas próprias decisões a nível tecnológico para realizar as suas funções, o que indica um “movimento de emancipação tecnológica” que abrange os utilizadores em todo o mundo.

· Existe também uma tendência crescente para a inovação tecnológica levada a cabo pelos profissionais, tendo 24% dos inquiridos admitido que vão utilizar as suas soluções tecnológicas pessoais para ajudar a resolver um problema da organização.

Executivos procuram a aceitação de ferramentas tecnológicas de uso pessoal

· O uso de dispositivos pessoais nas organizações está a aumentar dramaticamente entre os executivos das áreas de IT (54%) e de outros executivos (49%) quando comparado com as taxas de adesão dos restantes colaboradores.

· Os executivos das áreas de IT e negócio sabem que utilizar a tecnologia mais recente é uma grande prioridade para os seus colaboradores, com 88% dos executivos a afirmar em uníssono que a tecnologia utilizada pelos seus profissionais pode melhorar a sua satisfação.

· Muitos executivos abordam esta tendência como uma série de assuntos ad hoc (por exemplo, “Devemos permitir o acesso a relatórios corporativos no iPad?” ou “Devemos autorizar os media sociais?”). Contudo, enquanto muitos executivos reconhecem a adopção de tecnologias de consumo generalizado por parte dos colaboradores como um tema estratégico, apenas 27% começam a abordar a questão de uma forma estruturada.

O estudo da Accenture destaca que muitas organizações estão ainda a decidir como abordar os desafios e oportunidades apresentados pela generalização do consumo de ferramentas tecnológicas. Enquanto uns seguiram uma abordagem autoritária e proibiram simplesmente o uso de tecnologia não corporativa, outros escolheram ignorar o problema por completo.

De acordo com a Accenture, as empresas devem antes procurar gerir a adopção destas ferramentas, o que é possível através da aplicação de pelo menos uma das quatro seguintes estratégias:

Alargar o âmbito dos dispositivos e aplicações permitidas (enquanto simultaneamente adaptam e actualizam as suas políticas às necessidades dos colaboradores);
Promover as melhores escolhas tecnológicas (por exemplo, fornecer um plafond para aquisição de tecnologia de uso pessoal como um benefício extra);
Defender proactivamente as soluções de utilização pessoal (ao promover aplicações para smartphones ou tecnologias de segurança no local de trabalho, permitindo uma utilização segura);
Segmentar as necessidades de consumo de tecnologia por função (ao desenvolver um perfil de utilização para cada cargo).

Jeanne Harris conclui: “O consumo pessoal de ferramentas tecnológicas ( abusos ) será um dos maiores desafios para as organizações nos próximos cinco anos e resistir-lhe simplesmente não é uma opção.

Como primeiro passo, deve-se conhecer qual o grau de utilização dos dispositivos e aplicações de uso pessoal por parte dos colaboradores ( abusos ): saber como se pode gerir os riscos e as oportunidades e avaliar formas de orientar o entusiasmo dos profissionais através das tecnologias de consumo.

O objectivo é desenvolver estratégias pragmáticas em relação às tecnologias de uso pessoal ( abusos ) que irão atrair os melhores colaboradores e tornar a empresa mais competitiva no mercado de trabalho, enquanto se assegura a protecção da informação corporativa.”

Será que se utilizar os seus dispositivos melhora o seu trabalho ?

 

O seu patrão consente a utilização de dispositivos pessoais no local de trabalho ?

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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