O MEO aposta na cloud

Três anos após o seu lançamento, o Meo anunciou hoje já ter chegado ao milhão de lares com assinatura deste serviço de televisão paga.


A operadora de televisão do grupo Portugal Telecom (PT) revelou vários serviços que já está a disponibilizar ou irá fazê-lo em breve.
Em 2008, a PT almejava obter apenas 450 mil clientes no triple play em 2015. Para justificar a na TV, Internet e voz (incentivada igualmente pela divisão da operadora TV Cabo na Zon e Meo), Zeinal Bava, CEO da PT, lembrou o contexto em 2007, quando a operadora perdia 100 mil linhas telefónicas fixas por trimestre e a ADSL estava em desacerelação. Se, de 2004 a 2005, o mercado ADSL cresceu 53%, nesse ano a quebra foi de 65% relativamente a 2006.


A re-animação do mercado só ocorreu em 2009, com os programas escolares e a introdução entre dois milhões a 2,5 milhões de computadores em Portugal.

Na televisão, estudos de mercado revelaram então que os clientes queriam alta definição (41% dos lares inquiridos), serviço de pausa (33%) e Guia TV e True VoD, ambos com 27%. A par com algumas destas funcionalidades, o Meo optou por ter cobertura nacional. Em 18 meses, tinha mais de 580 mil clientes (ver gráfico), revelando Bava que os restantes até ao milhão “são mais difíceis de obter”. Isto deve-se à taxa de “churning” (que ronda os 10 a 15% no Meo), explicaram responsáveis da PT, relacionado com o maior abandono de clientes consoante se aumenta o número de assinantes.

Segundo dados da Anacom referentes a Setembro, a Meo tem 33,6% de quota de mercado, contra 53,4% da Zon. Mas, usando o Barómetro de Telecomunicações da Marktest de Outubro, a quota de mercado da Meo é de 44,4% em “lares com TV paga que identificaram o operador de TV”, contra 44,5% da Zon.

Nestes três anos, a empresa também percebeu que o tipo de consumidor se alterou, que os televisores oferecem novas funcionalidades (como acesso à Web) e que se vê televisão noutros dispositivos, como smartphones e tablets.
Agora, 65% dos utilizadores do Meo usam as funcionalidades interactivas, ouvem uma hora de música “on demand” por dia, alugam 2,5 vídeos por mês, também por mês gravam mais de 60 horas de programação e vêm mais de 15 horas de forma não-linear.

Zeinal Bava revelou que testes com redes sociais como o Facebook ou o Flickr demonstram o interesse em partilhar conteúdos pessoais nessas redes, como fotografias. Mas “ver fotografias na TV obriga a ter mais largura de banda”, notou, para se ter capacidade de acesso mais rápido a esses conteúdos.

A tendência é notória e o aumento no pico de consumo de dados e de imagem cresceu 50 vezes desde 2008. Para o futuro, Zeinal Bava acredita que continuará a progredir mas agora num ambiente de crescimento de “dispositivos pessoais” (como smartphones e tablets), para se ter “conteúdos em qualquer meio e quando se quer”, referiu. “A estratégia multi-ecrã e multitarefa já não é só para jovens”, assegurou.

Nesse sentido, e quando tiver mais largura de banda – nomeadamente móvel, via LTE – e o seu centro de dados, a empresa pode evoluir para oferecer uma “cloud” pessoal a cada um dos seus clientes. Como a iCloud da Apple, será possível ter um espaço de armazenamento de conteúdos pessoais acessíveis em quaisquer locais ou dispositivos, em qualquer momento. Bava não confirmou esta possibilidade ao Computerworld, afirmando apenas que em 2012 haverá novidades.

Neste cenário, apresentou o novo serviço Meo Go!, um novo serviço multidispositivo para aceder a conteúdos “dentro e fora de casa”. Gratuito para todos os clientes PT até 31 de Março – embora no site do Meo esteja a indicação da gratuitidade durante apenas três meses -, o serviço permite aceder a 60 canais de televisão ou ao videoclube, podendo neste caso o filme alugado começar a ser visto num computador e acabar no televisor ou smartphone.

O serviço obriga a ter uma aplicação (iPhone, Android ou Windows Mobile) e pode mesmo ser usada noutras redes mas, neste caso, o operador poderá cobrar pelo streaming de vídeo. No ecossistema PT, isso não sucede.
Zeinal Bava demonstrou ainda uma outra aplicação, em versão beta, a Play to TV que, basicamente transmite conteúdos do YouTube para um televisor, a partir de uma aplicação no smartphone.

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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