Internet descentralizada será a única forma de manter a internet livre

As preocupações sobre o futuro da internet são cada vez maiores, e com isso chegam também as potenciais solução para garantir que no futuro se possa continuar a ter uma internet livre e à prova de censura… através da descentralização.

Quando a “Internet” foi criada, um dos principais requisitos era o de criar uma rede que fosse à prova de ataques e que continuasse a funcionar mesmo que partes dela fossem completamente destruídas. Felizmente jamais houve urgência de pôr isso à prova, mas isso não impede que os perigos continuem a existir… embora neste momento surjam dos próprios estados e organizações que a ajudaram a tornar-se naquilo que é hoje.

O próprio Tim Berners-Lee, o “pai da Web”, tem alertado para a situação em que um pequeno grupo de organizações começa a ter um peso dominante na internet, e a isso somam-se os atropelos que vão a aparecer em diversos países, onde o bloqueio de websites considerados indesejados já nem sequer passa pelos tribunais, bastando um simples pedido de quem os considera indesejados (como acontece cá em Portugal e vai sendo adoptado num número crescente de países).

A infraestrutura da internet é resistente a ataques, mas a maioria dos websites na web continua a estar bastante vulnerável, bastando inutilizar um servidor para que ele desapareça da net… e é aí que entra a proposta da internet distribuída. Em vez de se terem conteúdos concentrados num único servidor, porque não criar um sistema distribuído capaz de resistir a qualquer tentativa de bloqueio ou interdição? Tal como a tecnologia que tem sustentado as criptomoedas, é possível garantir um sistema que garanta a confiança dos dados e do funcionamento dum sistema mesmo entre elementos que são desconhecidos entre si… e mesmo a proteção dos dados estaria garantida pelo facto de (para além de estarem encriptados) estarem distribuídos por inúmeras máquinas, impedindo que qualquer pessoa não autorizada tivesse acesso ao conjunto completo.

Claro que esta internet distribuída também teria alguns efeitos secundários… já que se por um lado podia garantir a resistência à censura de websites que de outra forma estariam bloqueados, por outro lado também irá possibilitar que por lá proliferem conteúdos que efectivamente não deveriam por lá andar… Mas, será é provável que melhor lidar com isso, do que arriscarmos-nos a ter uma internet onde só se possa ver aquilo que um punhado de países ou organizações considera admissível (e penso não ser necessário relembrar ao ponto a que isso pode chegar: como os mamilos e umbigos no Facebook.)

Fonte: AbertoatedeMadrugada

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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