GrayKey desbloqueia iPhones em minutos


Ter um iPhone bloqueado deixa de ser uma proteção tão difícil de superar quanto se imaginava, com a chegada da GrayKey, uma pequena caixa capaz de descobrir o código de desbloqueio de iPhones em minutos.

A dificuldade de aceder a um iPhone bloqueado tornou-se notícia quando o FBI pediu à Apple que lhe facilitasse o acesso a um iPhone bloqueado, acabando por ir parar aos tribunais e mais tarde sendo abandonado, com o FBI a dizer que tinha descoberto outra forma de aceder ao iPhone.

Na altura suspeitava-se que o método descoberto fosse um bastante complexo e dispendioso, envolvendo o acesso directo aos chips do iPhone; mas neste momento surge a GrayKey, que é literalmente uma  pequena caixa que serve como chave de entrada em qualquer iPhone.

A GrayKey está, por neste momento, a ser comercializada exclusivamente para forças policias, e transforma o acto de desbloquear um iPhone numa verdadeira brincadeira “plug-and-play”: é necessário ligar um iPhone a um dos seus dois cabos lightning durante um par de minutos… e fica concluída a primeira fase. Os iPhones podem ser desligados da caixa, e ficarão a fazer um ataque “brute-force” local, apresentando o código descoberto no ecrã quando o trabalho estiver concluído.

De acordo com as estimativas dadas, um código de 4 algarismos pode ser descoberto numa questão de minutos, podendo demorar até um par de horas no pior caso; ao passo que os de 6 algarismos podem demorar cerca de três dias. Já no caso de passwords de desbloqueio mais complexas, é de esperar que o processo seja bastante mais demorado, embora não sejam referidos esses casos.

A utilização destas GrayKey está também bastante controlada: a versão mais económica custa 15 mil dólares e precisa de estar ligada à internet para funcionar; funcionando simplesmente na rede em que foi inicialmente activada; a versão mais cara custa 30 mil dólares e pode funcionar sem urgência de internet, mas exigindo a utilização de tokens para autenticação 2-factor, como forma de tentar minimizar acessos indevidos. Seja como for, isto quer dizer que ceder um iPhone bloqueado, mesmo que por simplesmente uma dezena de minutos (por exemplo, numa inspecção feita na fronteira à entrada dum país) possa ser suficiente para que o mesmo seja desbloqueado à força, com os seus dados a serem copiados e possivelmente ficando infectado com algum programa informático indesejado.

E isto sem falar na questão de que será simplesmente uma questão de tempo até que alguma destas caixas seja replicada por outros grupos e disponibilizada de forma mais global a preços mais reduzidos…

Resta à Apple descobrir a lacuna que está a ser explorada e, se possível lançar uma actualização que a corrija e impeça a utilização destas caixas… permitindo aos utilizadores respirarem de alívio… até à chegada da próxima “caixa”.

Fonte: Abertoatedemadrugada

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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