Google compra unidade da HTC

A empresa criadora do Android vai absorver a equipa responsável pelo desenvolvimento do smartphone Pixel, num negócio de 1,1 mil milhões de dólares.

A Google está a abrir um novo caminho para o seu negócio de smartphones, quase quatro anos depois de vender a sua participação na Motorola Mobility à Lenovo. Vai comprar à HTC, por 1,1 mil milhões de dólares, a unidade de desenvolvimento dos seus dispositivos Pixel, numa operação que envolve 2000 trabalhadores, segundo a Reuters.

É um indicador de que a Google pretende comprometer-se com uma integração mais profunda do sistema operativo Android com hardware especializado para os seus smartphones. Pode ser uma boa notícia para programadores de aplicações e potenciais utilizadores Android: como a Apple mostrou com os recursos de processamento de vídeo e inteligência artificial no iPhone X, há muito a ganhar na integração firme entre software e hardware.

A Google nunca abandonou completamente o negócio de hardware. É verdade que mesmo depois da venda da Moto, a empresa continuou a lançar smartphones e tablets com a sua marca, embora projectados e fabricados por outras empresas, como a LG também.

Mas agora procura ganhar um maior controlo no processo de desenho. Na operação de compra vai obter uma licença, sem exclusividade, de utilização de alguma propriedade intelectual da HTC, disseram as empresas na última quinta-feira.

Contudo o negócio não dará à Google qualquer capacidade de fabrico e por isso a empresa vai ter de recorrer a outsourcing para sustentar isso.

Ao contrário do seu investimento na Motorola, que durou menos de três anos, a Google parece querer investir em hardware com um visão de prazo mais alargado, com cinco, 10 e até 20 anos

A HTC mantém o seu lugar no mercado de smartphones. Possui uma equipa a trabalhar no sucessor do seu dispositivo U11, lançado no início deste ano, e continuará a desenvolver o seu sistema de realidade virtual, Vive.

A 4 de Outubro de 2016, a Google revelou os telefones Pixel e Pixel XL, juntamente com o seu assistente digital Google Home, o dispositivo de transmissão de vídeo Chromecast Ultra e os auriculares Daydream VR. Este ano prepara-se para apresentar uma segunda geração de produtos “Made by Google” no aniversário desse lançamento.

Ao contrário do seu investimento na Motorola, que durou menos de três anos, a Google parece querer investir em hardware com um visão de prazo mais alargado, com cinco, 10 e até 20 anos. Pelo menos é o que sugere um texto no blog de Rick Osterloh, anteriormente presidente da Motorola e agora o vice-presidente sénior na Google para o hardware.



António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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