Ferramentas e comandos secretos do Windows

Ferramenta, comandos e acessórios de configuração dos Windows, são muitos divulgados no mundo técnico, mas não tanto para utilizadores comuns. Essas ferramentas tornam-se num importante aliado ao trabalho de configuração e manutenção. Com isso consegue deixar o computador a funcionar a todo o vapor, de acordo com as suas necessidades.

Na sua maioria, só podem ser usadas “quando o Windows funciona”, já que são abertas a partir da interface gráfica. Ao contrário de outros sistemas, como o Linux, que mantém a grande maioria ou quase todas as configurações em ficheiros de texto puro, que podemos abrir e editar em praticamente qualquer sistema, as configurações do Windows encontra-se numa espécie de “caixa negra”.

Comandos do Windows

Devem ser executados no “executar” do menu iniciar com o utilizador “administrador”.

  1. Informações sobre seu Windows  – Comando: winver.exe
  2. Alterar Configurações de UAC – Comando: UserAccountControlSettings.exe
  3. Central de ações para configuração de Backup, Windows Update e assim por diante – Comando: wscui.cpl
  4. Solução de problema – Comando: %systemroot%system32control.exe /name Microsoft.Troubleshooting
  5. Gestão do computador – Comando: compmgmt.msc
  6. Informações do sistema – Comando: msinfo32.exe
  7. Visualizador de Eventos – Comando: eventvwr.exe
  8. Adicionar ou remover programas e componentes do Windows  – Comando: appwiz.cpl
  9. Propriedades do Sistema – Comando: control.exe system
  10. Opções da Internet – Comando: inetcpl.cpl
  11. Configuração do protocolo IP – Comando: %systemroot%system32cmd.exe /k %windir%system32ipconfig.exe /all
  12. Desempenho do sistema – Comando: perfmon.exe
  13. Monitor de recursos – Comando: resmon.exe
  14. Gestor de Tarefas – Comando: taskmgr.exe
  15. Prompt de comando – Comando: cmd.exe
  16. Registo do Windows – Comando: regedt32.exe
  17. Assistência Remota – Comando: msra.exe
  18. Restauro do sistema – Comando: rstrui.exe

Ferramentas do Windows

Vamos a seguir fazer um pequeno resumo das principais ferramentas. São ferramentas usadas e testadas no Windows XP Professional. No entanto, a maioria delas, estão presentes também no Windows 2000, Server 2003 no Vista e no Windows 7. Consideramos que o utilizador possui direitos administrativos para poder utilizar estas ferramentas. Isto porque algumas opções não podem ser utilizadas por utilizadores limitados.

 

Gestão do computador

O nome já diz tudo. Para abri-lo, clique com o botão direito do rato no ícone “Meu computador”, e escolha “Gerir”. Ou, digite compmgmt.msc no “Executar”, do menu Iniciar. Veja:
compmgmt

Esta consola é na verdade um grupo de diversas outras consolas (mas não todas), facilitando a organização. As consolas apresentadas por ele correspondem a ficheiros de extensão “.msc”, que ficam na pasta do sistema (normalmente  em “system32”). O MMC (“Microsoft Management Console”, “Consola de Gestão da Microsoft”) é um padrão que existe desde o Windows 2000, para facilitar e/ou centralizar a criação de interfaces para as opções do Windows. Para cada item, o menu superior ajusta-se de acordo com as suas opções. Clique no menu “Ação” para executar ações próprias da consola aberta.

 

Na gestão do computador, temos:

 

Visualizar eventos

Registra mensagens de log de erros ou informações que os aplicativos gravam. Erros de hardware ou dispositivos, por exemplo, são listados nesta seção, de forma que pode pelo menos ter uma idéia de onde começar a investigar. Abra-o diretamente digitando eventvwr no “Executar”.

Pastas Partilhadas

Com o nome sugere, lista os compartilhamentos feitos na máquina local. Inclui os compartilhamentos ocultos. Além disso, permite identificar os ficheiros compartilhados que porventura estejam abertos, além de permitir a criação de novos compartilhamentos a partir do mesmo local. Abra-o diretamente digitandofsmgmt.msc no “Executar”.

Utilizadores e grupos locais

Além de permitir criar novas contas de utilizado e/ou novos grupos, permite especificar outras opções não disponíveis no item “Contas de utilizador”, do painel de controle. Clicando com o botão direito e a seguir em “Propriedades”, sobre um nome de utilizador, pode definir opções como “o utilizador não pode alterar a senha”, “a senha nunca expira”, além de desativar temporariamente a conta do utilizador, etc. Abra-o diretamente digitando lusrmgr.msc no “Executar”.

Logs e alertas de desempenho

Exibe mais alguns logs. Sinceramente nunca vi itens significativos neste item, nem no meu computador nem em inúmeros outros nos quais já mexi.

Gestão de dispositivos

É o mesmo que é aberto ao clicar na guia “Hardware”, nas propriedades de Sistema. Permite adicionar, remover, alterar as configurações, desativar ou reativar dispositivos, além de atualizar drivers e/ou reverter o driver anterior. Abra-o diretamente digitando devmgmt.msc no “Executar”.

Armazenamento removível

Mostra informações sobre mídias de armazenamento removível (como CDs ou pen-drives). Abra-o diretamente digitando ntmsmgr.msc no “Executar”.

Desfragmentador de disco

Esse é muito usado, dispensa comentários. Reorganiza os dados nos discos, para torná-los mais consistentes e facilitar o acesso, otimizando o desempenho e cuidando para evitar desgastes excessivos, que podem comprometer a vida útil dos discos a médio-longo prazo. Abra-o também digitando dfrg.msc no “Executar”.

Gestão de disco

Diferentemente do desfragmentador, este é um gerenciador. Permite criar e excluir partições (apenas FAT/FAT32/NTFS), formatá-las, etc. É uma boa saída para criar partições adicionais após a instalação (isso se deixou espaço livre, claro), ou para formatar HDs instalados posteriormente. Permite também formatar e alterar o particionamento de HDs removíveis (externos) e pen-drives (os chamados “memory-keys”). Abra-o diretamente digitando diskmgmt.msc no “Executar”. Nota: apesar de não permitir formatar diretamente partições de outros sistemas não-Windows (como ext2, ext3, reiserfs, etc), é possível excluí-las e criar novas, formatando as novas com o sistema Windows desejado.

diskmgmt
Ecrã da gestão de discos. Note a última partição (337 MB):
ela é do tipo linux-swap, mas pode ser alterada pelo Windows

Serviços

Permite interromper, pausar, continuar e iniciar serviços do sistema ou que tenham sido instalados posteriormente. Possibilita também a desativação de alguns serviços. Use com cuidado, somente se souber o que estará fazendo. É mais chamado pelo “Executar”, onde deve-se digitar services.msc.

Controle WMI

Configura e controla o serviço “Windows Management Instrumentation”. Particularmente, não tenho idéia para que sirva. Pelo “Executar”, digite wmimgmt.msc.

Serviço de indexação

Configura o serviço do Windows que permite pesquisas mais rápidas, pois indexa todo o conteúdo do disco enquanto o computador estiver ocioso. Com este serviço ativo, pode-se encontrar mais rapidamente determinadosficheiros procurando por palavras que eles contenham, por exemplo. Normalmente, fica desativado, pois ocupa uma boa dose de espaço em disco. Trabalha de forma parecida com o Google Desktop ou Windows Desktop Search, porém é um recurso que já vem com o Windows. Neste console há uma página na subcategoria “System”, nomeada de “Consultar o catálogo”. Ela permite pesquisas nos ficheiros quando o serviço está ativo. Abra-o também digitando ciadv.mscno “Executar”. A tela de pesquisa de ficheiros:

ciadv

Além destes, acessíveis pela consola “Gestão do computador”, há o certmgr.msc, um gestor de certificados; o gpedit.msc, gestor das diretivas de grupo; perfmon.msc, analisador de desempenho; secpol.msc, configurações locais de segurança; entre outros muito pouco usados.

 

Destes últimos citados, dois merecem destaque

 

Diretivas de grupo (gpedit.msc)

Permite impor bloqueios e restrições no sistema. Útil para aplicação em escolas, lan houses, empresas… Onde os utilizador não podem sair alterando as configurações, muitas vezes, nem as mais básicas. Aplicar as diretivas conscientemente não é tão fácil como pode parecer, não saia bloqueando tudo, pois mesmo poderá se complicar depois. Por aqui pode-se bloquear o acesso às opções da Internet (do IE), o painel de controle, alterações no menu Iniciar e na área de trabalho, etc. Existem centenas e centenas de opções, reserve um tempinho qualquer hora para dar uma olhada.

Configurações locais de segurança (secpol.msc)

Define opções importantes mais usadas em ambientes corporativos, como política de troca de senha, comprimento exigido para as senhas dos utilizador, etc. Em “Diretivas de bloqueio de conta”, pode-se aplicar um bloqueio de conta automático que bloqueia a conta de determinado utilizador por um tempo definido por si, caso alguém tente efetuar logon local e não saiba a senha. Depois de “n” tentativas de logon, o Windows bloqueia a tela de logon por um tempinho e nega o acesso àquela conta de utilizador. É uma medida básica para evitar violações no acesso local, quando alguém está diante do computador. Estando bloqueada, um administrador deve desbloquear a conta do utilizador para que ele possa voltar a fazer logon (usando, para isso, o console de gerenciamento de utilizador).

 

Outros comandos úteis

Saindo um pouco da consola MMC… Eis algumas outras ferramentas úteis, que podem ser executadas no “Executar”:

sysedit

Editor de Configuração do Sistema. Apresenta uma interface para edição de ficheiros usados pelas versões antigas do Windows, especialmente o 9x/Me. Alguns programas rodam ainda com base nestas opções. Essa ferramenta é um mero agrupamento de ficheiros como “autoexec.bat”, “system.ini”, “win.ini”, “config.sys”, etc. Eles não são usados diretamente pelo kernel do Windows NT, mas estão aí para manter compatibilidade com alguns programas mais antigos. Veja:

sysedit

msconfig

Tradicional no Windows 9x/Me, não existia no NT 4.0 nem no Windows 2000. Como o XP veio para ficar, unificando as duas linhas na família NT, ele incluiu o msconfig. Além de permitir desativar serviços e programas que se iniciam automaticamente, pode ser útil para passar parâmetros para o sistema na hora do boot (aqueles que são adicionados no final da linha do comando do sistema, no ficheiro “boot.ini”). Dispensa maiores comentários por ser muito conhecido.

syskey

Muito pouco conhecido, promove a segurança das contas de utilizadores. Veja:

syskey
A base de dados das contas dos utilizadores no Windows normalmente é criptografada, armazenando-se a chave de criptografia localmente, de forma que não é necessário interação do utilizador para a listagem das contas dos utilizadores e carregamento dos hashes das senhas.

Programas como o Proactive Password Auditor (http://janelasepinguins.blogspot.com/2007/02/dica-como-hackear-senha-do.html) podem facilmente varrer as contas de utilizadores para tentar descobrir as senhas, usando qualquer método (um dos mais usados é o ataque de dicionário, além de força bruta). O syskey permite alterar o local da chave, de modo que as informações das contas de utilizadores (como os nomes e os hashes das senhas) não sejam acessíveis, até que se insira a chave correta.

Esta chave pode ser codificada por uma senha, que será solicitada em toda inicialização (é uma senha especial, independente de qualquer conta de utilizador), ou por um ficheiro que é salvo num disquete. Neste caso, em toda inicialização deve-se inserir o disquete, senão o acesso não será permitido. Note que, apesar de seguro, se perder o disquete ou se ele for danificado – o que ocorre com o tempo, devido a curta vida-útil da mídia -, ninguém conseguirá acessar o sistema.

É fácil fazer cópia desse disquete pois o ficheiro é pequeno, pode ser anexo no seu e-mail, por exemplo, e então copiado outra hora para outro disquete. É uma proteção relativa: Se alguém der boot com um CD de outro sistema, como o Linux, por exemplo (salve, Kurumin :), poderá ver o conteúdo do HD, inclusive copiar e ter acesso aos ficheiros. Mas… Aliando a proteção oferecida pelo syskey à criptografia NTFS, pode-se ter um sistema muito mais seguro: ninguém conseguirá acessar o sistema sem o disquete.

E se acessar com outro sistema, como o Linux (ou o Windows que roda do CD), não conseguirá ter acesso aos ficheiros (pois estarão criptografados, com base na senha do utilizador no Windows; senha essa quer não teria como ser decifrada sem o disquete). Mas isso não impede que um utilizador mal intencionado reparticione e/ou formate o HD. Nem que roube o mesmo… Ele poderá ficar sem os ficheiros, mas o dono do computador também ficaria.

Pense então, não basta uma solução via software. Se quer proteção máxima, proteja o computador fisicamente também. O que ocorre em data-centers, com servidores que ficam trancafiados a sete chaves. Todavia, vale a dica do syskey :)

convert – Um conversor de unidades FAT para NTFS. Se formatou na instalação como FAT ou FAT32, e quiser usar os recursos oferecidos pelo sistema NTFS, pode converter, dando o comando no Executar, com estes parâmetros:

convert C: /fs:ntfs

Execute convert /?

num prompt de comando para mais opções.

 

Opções nas propriedades do “Meu computador”

Nas propriedades do “Meu computador”, acessíveis também pelo item “Sistema” do painel de controle, há um resumo de configurações da máquina e alguns links para ferramentas do sistema. Na aba “Nome do computador”  pode alterar o nome da máquina e o grupo de trabalho ou domínio a que o computador pertence. Isso é muito usado na configuração da rede, pois muitas vezes na instalação damos um nome qualquer ou deixamos o padrão, difícil de ser identificado depois.

Na guia “Hardware” há o assistente para adição de hardware (normalmente usado quando o plug-and-play “não funciona”, ou para dispositivos antigos), além disso permite definir se o sistema aceitará ou não drivers não assinados pela Microsoft, e há um link para o gerenciador de dispositivos. Pode-se configurar também por aí, perfis de hardware. Em cada perfil pode configurar como quiser os dispositivos e serviços a serem iniciados, e na inicialização escolhe qual perfil quer usar.

Mas esse recurso é muito específico e pouco usado. Na aba “Avançado” há a seção “Desempenho”, onde além de configurar os efeitos visuais (quanto menos itens marcados, mais rápido fica o Windows) pode alterar o gerenciamento da memória virtual, mudando o ficheiro de paginação para outro HD ou até mesmo desativá-lo. Altere ainda o uso de memória e processador: se usar o computador basicamente como servidor, onde os utilizadores não ficam rodando programas nele, pode marcar os itens “Serviços em segundo plano” e “Cache do sistema”, na guia “Avançado” das opções de desempenho.

Em “Inicialização e recuperação” define o sistema Microsoft que deve ser padrão, quando possui mais de uma versão do Windows ou MS-DOS instalada, além de definir o tempo de espera. Para editar manualmente o ficheiro boot.ini é uma boa também, pois o sistema altera temporariamente os atributos de somente-leitura e sistema do boot.ini, abrindo-o no bloco de notas para edição, e reaplicando os atributos no ficheiro novamente. Defina ainda opções de despejo de memória (usadas para identificar as causas de determinados erros fatais) e se o computador deve reiniciar automaticamente ou não, após um erro sério.

Em servidores é bom deixar ativada a reinicialização automática (pois o sistema reinicia suas atividades sem intervenção dos utilizadores, visto que se ele ficasse parado numa tela azul, por exemplo, a rede e os serviços prestados pelo servidor ficariam parados até que alguém fosse reiniciar o computador manualmente), mas em desktops e estações de trabalho pode ser ruim.

Todavia, em erros muito graves, o Windows NT e seus descendentes reiniciam de qualquer jeito. Ainda na aba “Avançado” pode-se alterar as variáveis de ambiente, que no NT são gravadas no registro. É útil para mover a pasta TEMP para outra partição ou HD, evitando fragmentação na unidade do sistema :) Com o botão “Relatório de erros” pode-se desativar o praticamente inútil relatório de erros, que informa erros à Microsoft, tendo em vista aprimorar atualizações e produtos futuros (será?).

Na guia “Restauração do sistema” pode-se ativar ou desativar a mesma. Por questões de desempenho e espaço em disco, utilizadores avançados normalmente optam por desativá-la, e se der pau, se viram de outra forma. Particularmente, uma vez precisei dela no Windows ME, e a infeliz não funcionou. No XP dizem que realmente funciona, mas o sistema já é tão estável que é praticamente desnecessária. Cuidado apenas com programas suspeitos e configurações acidentais, claro.

Chegando ao fim… Na aba “Atualizações automáticas” altera algumas opções referente às mesma, como o download automático ou solicitação de aviso antes de baixar. Utilizadores de versões “piratas” normalmente deixam as atualizações desativadas, para evitar presentes desagradáveis como o WGA. Finalizando, na aba “Remoto” pode-se permitir ou negar o acesso à área de trabalho e assistência remota, recursos que permitem controlar o computador à distância, mediante convite/autorização. Dica: abra as propriedades de sistema digitando sysdm.cpl no “Executar”.

 

Reparação da instalação, e ferramenta para quando o Windows não arranca

  1. Estourou o Windows?
  2. Recebe frequentemente mensagens de que o endereço de memória é inválido?
  3. De repente o computador passou a reiniciar sozinho?
  4. Ele nem inicia, fica reiniciando logo após a tela de boot?
  5. Diz que não achou uma DLL de sistema?
  6. ficheiros corrompidos?
  7. Instalou um programa e depois dele o sistema não inicia mais?
  8. Desligou o PC incorretamente e ele não inicia mais?

Muitas vezes vale mais a pena reparar a instalação do Windows, do que tentar encontrar o problema. Reparando a instalação, o Windows é instalado por cima, corrigindo uma série de possíveis erros, e restaurando todos os ficheiros de sistema.

Reparar ou reinstalar por cima pode não resolver problemas de vírus ou spywares, nem de drivers de terceiros inválidos. Mas é uma saída para grande parte dos problemas onde ficheiros são corrompidos ou excluídos, ou configurações básicas dos serviços do Windows são removidas. Tem a vantagem de não alterar os programas instalados, nem perder nada no HD: todos os seus ficheiros ficarão intactos após a reparação.

Para isso… Dê boot com o CD do Windows, como se fosse instalá-lo.

Haverá a opção de reparação usando o console de recuperação. Ele é um modo de prompt de comando rodando do CD, onde administradores e utilizadores avançados podem tentar corrigir problemas específicos com ferramentas especiais do Windows. Ele é avançado, e não serve para reparar o sistema completamente (logo voltamos nesse assunto). É muito usado para reescrever o inicializador do Windows no MBR. Por exemplo, quando instala o Windows, e depois o Linux. Se, por qualquer motivo quiser remover o Linux, ao apagar ou formatar a partição dele, o sistema não será iniciado depois. Não precisa reinstalar o Windows para corrigir esse problema. No console de recuperação, dê os comandos:

fixboot

Ele detecta instalações do Windows no HD e repara o boot.ini.

fixmbr

Este regrava o MBR. Ele pode exibir uma mensagem assustadora, dizendo que pode causar perda de dados, algo assim. Não se assuste, as partições não serão alteradas :)

Em ambos os comandos, deve-se confirmar com Y (yes, sim) ou N (no, não), para evitar descuidos. Não sei porque, mas já presenciei casos em que o fixmbr não regravou o MBR, uma vez que instalei o Windows 98 após o XP, e somente o 98 era iniciado. (Curioso que às vezes ele se adiciona ao menu do boot.ini, às vezes não…) Consulte na ajuda do Windows sobre o console de recuperação. Há diversos comandos exclusivos para ele, que permitem, entre outras coisas, configurar serviços do sistema. Estes comandos não funcionam no prompt de comando do Windows “normal”.

Então, mas se o problema não for o boot.ini ou o MBR, e o Windows não iniciar, uma tentativa é reparar a instalação. Em vez de escolher o “console de recuperação”, tecle [enter] na tela da instalação, para instalar o Windows. Ele detectará uma cópia do Windows instalada e perguntará se quer repará-la. Confirme, e então sente e aguarde. É como uma instalação por cima, restaurando ficheiros e configurações essenciais ou perdidas. Durante a reparação ele poderá pedir o número serial, mas pulará diversas telas, usando a mesma configuração da instalação existente. Ao final, normalmente o Windows estará funcionando. Eu recomendaria desfragmentar o HD após a reparação, devido à quantidade de ficheiros restaurados e modificados.

Ah sim, para os utilizadores do nLite: se removeu coisas demais e se arrependeu, pode reparar as instalações existentes com o CD do Windows original, para tentar restaurar os componentes removidos.

 

Restaurar ficheiros do Windows

Muitos programas, normalmente não mal intencionados, substituem ficheiros de sistema sem questionar o utilizador. Esse problema era muito comum no Windows 98, onde volta e meia era preciso reinstalar o sistema, pois depois da instalação de um joguinho o computador não funcionava mais como antes, ou nem iniciava. Com o Windows 2000 foi incluído um verificador de ficheiros de sistema. Ele detecta quando os ficheiros importantes são substituídos ou modificados, e pede o CD para restaurá-los, imediatamente. (O Windows 98/Me diz na instalação ter um verificador automático de ficheiros, mas eu nunca o vi…

E não conheço ninguém que o tenha visto também :P ) Porém, há programas que desativam o verificador, para poderem substituir ficheiros do Windows. Ou, num outro caso: o utilizador altera conscientemente algumas coisas, como o texto do Iniciar, o uxtheme.dll, e faz algo errado. Como recuperar os ficheiros originais? Reinstalar o Windows seria uma saída, mas demora muito.

Existe então, no Windows 2000, XP ou superior, o comando sfc. Basta dar no “Executar”:

sfc /scannow
E o Windows verificará os ficheiros modificados, pedindo o CD caso encontre algum. O processo é automático.

Lembre-se sempre: ao restaurar ficheiros do CD original do Windows, reaplique o último Service Pack, Direct-X e outras atualizações, senão os ficheiros ficarão misturados (os desatualizados com alguns atualizados), e os resultados são imprevisíveis.

Dica: o Windows guarda uma cópia de diversos ficheiros de sistema na pasta “dllcache”, para restaurá-los sem pedir o CD, se necessário. Se é economista de espaço em disco, pode limpar esta pasta. Para isso, dê o comando sfc /purgecache. Para definir o tamanho padrão do cache (eu deixo só 10 MB), use sfc /cachesize=X, onde X é um número, em MB.

 

DxDiag – Diagnóstico do Direct-X

Apresenta uma série de guias, “abas”, para configuração do Direct-X, um conjunto de DLLs de sistema responsáveis pela aceleração de hardware de vídeo e som. Com a aceleração ativada, é o hardware (a placa de vídeo, a placa de som) que faz o trabalho pesado ao processar imagens e vídeos a serem exibidos na tela, e sobreposição de sons, entre outros.

Isso deixa o processador principal livre para outras atividades, deixando o desempenho do computador “bem” rápido. Porém, quando não são os drivers corretos que estão instalados, ou com hardwares de baixa qualidade (ou mesmo de boa qualidade, mas com baixos recursos, diante das necessidades dos programas e jogos atuais), pode enfrentar uma série de problemas.

Um dos mais característicos é a reinicialização automática, ao abrir um jogo, ou programa “pesado”. É raro, mas o Windows XP também pode travar, de congelar a tela (o mouse não mexe, nada responde, tem que desligar no botão e perder seu trabalho não salvo). Quase sempre não é culpa do Windows, mas sim do driver ou dos dispositivos (eu tenho um leitor de CDs com problemas que faz o Windows XP ou qualquer Linux travar tudo, isso não é impossível de acontecer com som e vídeo).
dxdiag

Digitando dxdiag no “Executar” pode testar o Direct-X, e diminuir o nível de aceleração. Diminuindo (ou até mesmo desativando) a aceleração, normalmente os problemas deixam de ocorrer. Mas o desempenho poderá ficar prejudicado, pois diversas tarefas passarão a ser emuladas e entregues “mastigadas” para a placa de vídeo e de som, dando trabalho para o processador.

Quanto ao vídeo, pelo dxdiag pode apenas ativar ou desativar a aceleração de hardware, sem definir os pontos intermediários. Para isso, nas propriedades de vídeo, siga o caminho: “guia Configurações > botão Avançadas > guia Solucionar problemas” e arraste o controle deslizante, entre “máxima” e “nenhuma aceleração”. Há opções parecidas para o som, no item “Sons e dispositivos de áudio”, do painel de controle: na aba “Volume” (a primeira), clique no botão “Avançadas” da seção “Configurações de alto falante”. Na nova tela que se abre, na guia “Desempenho” pode alterar a aceleração.

 

Concluindo

Antes de começar a bater com a cabeça numa parede ou pedir a um técnico especializado, vale a pena conhecer um pouco mais sobre os recursos do sistema operativo que utiliza. Muitas coisas aparentemente difíceis podem ser solucionadas com poucos cliques e dedicação, por qualquer utilizador. Boa sorte!

 

Se conhecer mais Ferramentas ou comandos, partilhe deixando um comentário.

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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