Escolher software de EMM pode tornar-se desnecessário

A tecnologia para gestão de dispositivos mobilidade empresarial está a ser cada vez mais integrada em plataformas mais amplas. A opção por ofertas individualizadas pode só fazer sentido para PME.

O software de gestão de mobilidade empresarial está a tornar-se rapidamente apenas num conjunto de ferramentas de uma plataforma software maior oferecida por grandes fornecedores. Considerar a oferta de provedores de software independentes faz menos sentido.

À medida que o mercado denominado em inglês como Enterprise Mobile Management (EMM) se consolida rapidamente, as ferramentas para provisionamento, configuração e segurança de dispositivos móveis estão a “diluir-se” em conjuntos de produtos maiores e oferecidas quase gratuitamente.

Face às plataformas da VMWare, IBM, SAP, Citrix entre outros, os fornecedores de software mais pequenos podem não sobreviver. Caso se confirme a gestão, as empresas devem se afastar-se dos últimos e optar pelas ferramentas oferecidas pelos primeiros?

Jack Gold, um analista da J. Gold Associates, comparou a recente consolidação do mercado com a situação do segmento de portáteis há uma década; Nessa época havia uma série de fornecedores de software de gestão de laptops que deixou de existir.

O que resta do mercado de EMM é um punhado de empresas independentes, como a MobileIron e a Soti, com produtos focados na integração com tecnologias de múltiplos fornecedores. Embora úteis, esses produtos podem não ser necessários para muitas organizações.

as ferramentas de MDM, podem ser impopulares entre os funcionários, aos permitir que uma empresa apague todos os dados de um dispositivo.

Como resultado da impopularidade das ferramentas de MDM, muitas empresas voltaram-se para recursos de EMM mais avançados, como a gestão de aplicações móveis, que controlam apenas uma app e os dados empresariais associados a ela.

Na verdade, a maioria das empresas compra conjuntos de software de gestão de dispositivos e a maioria das ferramentas nunca foi usada. Ou pagam licenças para todos utilizadores de dispositivos móveis, mas apenas a implantam num pequeno número de smartphones, tablets e outros dispositivos, diz Gold.

“Para o que a maioria das pessoas quer fazer, as suites são muito boas”, acrescenta. 80% dos objectivos têm por base a gestão de dispositivos móveis (Mobile Device Management- MDM).

Muitos gestores usamas funcionalidade básicas disponíveis na maioria das plataformas de MDM, e para eles são “suficientemente boas”, considera o analista. Depois, há o Windows 10 da Microsoft, que forçou as empresas a repensarem a forma como a EMM é tratada.

Através do serviço de cloud, InTune, o sistema operativo oferece uma abordagem de gestão unificada de terminais. Isso permitindo que as empresas implementem e configurem PC e outros dispositivos com Windows usando as chamadas abordagens de “gestão moderno”, que incluem ligações e controlos da API para MDM.

Kevin Burden, vice-presidente de pesquisa em mobilidade e estratégia de dados da 451 Research, concorda com Gold. Mas recorda que as ferramentas de MDM, podem ser impopulares entre os funcionários, aos permitir que uma empresa apague todos os dados de um dispositivo.

Como resultado, muitas empresas voltaram-se para recursos de EMM mais avançados, como a gestão de aplicações móveis , que controlam apenas uma aplicação e os dados empresariais associados a ela.

Ofertas individualizadas ser mais satisfatórias

Apesar disso, Burden também nota que nas plataformas com EMM integrada, faltam algumas capacidades que existem nas ofertas individualizadas. “Dão menos do que a Blackberry ou a MobileIron”, exemplifica Burden. Nesse caso é mais difícil considerar a oferta da Microsoft (para EMM). diz.

E no caso das PME, diz Burden, talvez não precisem de uma plataforma completa e um software EMM mais limitado ainda pode ter sentido. O analista da Gartner, Chris Silva não nota qualquer exclusão anormal de fabricantes mais pequenos.

Segundo o mesmo a decisãode compra tem a ver sobretudo com os custos e necessidades específicas de integração e política. Os independentes podem oferecer mais pontos de integração, mas é preciso avaliar o seu grau de suporte local.



António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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