Organizações de tecnologia não apoiam ciberataques

Mais do que 30 organizações de tecnologia globais, entre as quais a Microsoft e o Facebook, juntaram-se num compromisso formal na terça-feira de não auxiliar nenhum governo em ciberataques ofensivos.

O acordo chama-se “The Cybersecurity Tech Accord” e o compromisso passa por proteger todos os utilizadores de ataques independentemente dos motivos serem geopolíticos ou marginais. Este acordo surge num contexto em que os ciberataques têm subido de nível, tanto em termos de governos como de associações anónimas de marginais.

“Nós reconhecemos que vivemos num novo mundo”, o presidente da Microsoft Brad Smith afirmou durante um discurso na terça-feira. “Estamos a viver entre uma geração de novas armas, e onde o espaço cibernético tornou-se um novo campo de batalha.”

Este acordo surge duma noção partilhada de que a quantidade anormal de ciberataques do ano de 2017 demonstrou a urgência do sector da tecnologia de tomar medidas conjuntas e de trabalhar em conjunto para defender os utilizadores de todo o mundo. A ideia é esta ser mais uma pedra para uma futura “Convenção Digital de Génova”. Uma convenção que estabelecesse regras aos ataques digitais da mesma forma que em 2949 foram estabelecidas regras regras para as guerras “física” na sequência da segunda guerra mundial e as suas atrocidades.

Na prática, não é ainda certo se este acordo implicará uma alteração concreta nas politicas das organizações. Sabe-se que o acordo promete o estabelecimento de parcerias formais e informais dentro da industria com investigadores de proteção para que exista uma maior partilha de informação em relação a ataques e lacunas de proteção comuns.

Mais do que 30 organizações relacionadas

Para além do Facebook e da Microsoft, a lista de organizações que assinou o acordo inclui a Cisco, a Juniper Networks, Oracle, Nokia, SAP, Dell e firmas de cibersegurança como a Symantec, FireEye e Trend Micro. Qualquer empresa da Rússia, China ou Irão entrou (por neste momento) no acordo, assim como importantes organizações americanas como a Amazon, Apple, Alphabet e Twitter.

António Guterres considera acordos internacionais indispensáveis

O Presidente das Nações Unidas alertou em Fevereiro para a urgência de regras internacionais que visem diminuir o impacto da guerra electrónica em civis. De acordo com a análise de António Guterres, ataques cibernéticos massivos aparentam ser os primeiros passos de conflito das guerras futuras.

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Guterres sublinhou logo que “episódios de guerra cibernética entre estados já existem”, mas que não existe nenhum esquema regulatório que impeça excessos na medida em que não é evidente como a Convenção de Genebra ou outras peças de lei internacional humanitária se aplicam a estes novos campos de batalha.

Fonte: Reuters

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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