Despedimentos em portugal por causa do facebook

Afinal falar mal do patrão no Facebook pode dar despedimento. Aconteceu o primeiro caso de conflito laboral que chega a julgamento em Portugal. Qual a fronteira entre a vida pessoal e a profissional? Veja aqui algumas regras para manter a privacidade.

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Multiplicam-se pelo mundo fora os casos de despedimentos pela utilização descuidada do facebook. Convém sempre estar atento aos posts que coloca online na sua conta.

Por exemplo uma funcionária que não foi trabalhar porque estava doente, foi despedida por actualizar o facebook no dia em que faltou ao trabalho. A entidade empregadora argumentou que se estava doente para trabalhar, também estaria para se divertir…

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Um empregado dum restaurante foi despedido por colocar no facebook um comentário depreciativo sobre a gorjeta que recebeu. Um outro funcionário dum escritório também recebeu ‘guia de marcha’ por ter postado um comentário sobre como desinteressante estava a ser o seu dia.

Uma funcionária duma rádio foi despedida por ter revelado no facebook ter-se embriagado numa festa de amigos ao ponto de perder a consciência. E por aí fora.

O conselho que fica é que impere o bom senso e quando falar do trabalho, da empresa, dos colegas, das suas actividades nos tempos livres, lembre-se sempre que o assunto pode chegar aos ouvidos e olhos da entidade empregadora.

Desta vez foi em Portugal, dois professores de um colégio privado de Paredes foram despedidos por causa de uma foto publicada no Facebook.

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Em Portugal, este é o primeiro caso a chegar a tribunal – o julgamento, que poderá fazer jurisprudência, está marcado para junho. Perante o juiz, estarão em discussão muito mais do que direitos laborais.

Num mundo cada vez mais online, o que separa a vida pessoal da profissional?

Que ética deve seguir um funcionário, mesmo fora do horário de trabalho?

E como se defende um dos valores fundamentais de uma sociedade democrática, o direito à liberdade de expressão?

Já um tribunal nos EUA tinha deliberado sobre as possíveis consequências para os trabalhadores que falem mal dos patrões ou colegas nas redes sociais.

 

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Em 2012, o National Labor Relations Board (NLRB) decidiu que os empregados podem usar as redes sociais para se queixarem do trabalho, sem sofrer qualquer penalização. Um tribunal de Washington está a deliberar sobre esta e outras decisões, noticia a Bloomberg.

Se o tribunal assim o decidir, os trabalhadores poderão mesmo vir a ser despedidos, caso se prove que se queixaram acerca do seu empregador ou dos seus colegas.

O NLRB foi consultado sobre mais de 200 casos durante o ano passado.

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No entanto, eventuais irregularidades nas nomeações de três dos cinco juízes que constituem este painel podem ter consequências mesmo em casos que estejam encerrados.

O painel foi consultado para resolver várias disputas laborais entre empresas, empregados, patrões e sindicatos. Por exemplo, o NLRB obrigou a Hipanics United of Buffalo a reintegrar e a restaurar o pagamento a cinco funcionários despedidos em 2010 após entrarem num grupo no Facebook a defender o seu trabalho contra comentários depreciativos de outro colega.

Todas as decisões tomadas pelo NLRB após a nomeação de Barack Obama poderão ser anuladas ou o tribunal poderá decidir que terá de haver novas decisões caso a caso.

 

Como ter um perfil do Facebook (mesmo) privado

Depois de cair na rede é quase impossível sair de lá. E mesmo que feche o perfil, os seus dados vão andar na “nuvem” para sempre. Por isso tome algumas precauções:

– Tenha atenção às definições de privacidade. Isso não o protege daquilo que comenta nas páginas de outros mas dá-lhe mais garantias na sua página

– Um dos truques para evitar problemas com colegas de trabalho (ou com os chefes) é organizá-los em listas, colocando-os como conhecidos e não como amigos. Assim, se lhe sair um desabafo menos agradável sobre o chefe, ele não o lê

– Adicione apenas pessoas que conheça e não amigos de amigos

– Tenha cuidado com o que escreve e com as fotografias que coloca, inclusive a de perfil. Mesmo que retire o que lá colocou, a informação pode já ter sido partilhada

– Reveja as definições periodicamente. Quando surgem novas funcionalidades, por vezes sofrem alterações

 

Mantém o seu perfil do Facebook privado ?

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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