Curiosity aterra em Marte

Curiosity enviou os primeiros sinais pouco antes de reentrar na atmosfera do planeta Marte. O tempo estará «bom» para mais uma operação ousada da agência espacial NASA, que pretende aterrar um a sonda «Curiosity» em Marte esta segunda-feira. «Marte está a colaborar», disse, em conferência de imprensa, Ashwin Vasavada, um dos cientistas da equipa do Laboratório de Propulsão de Pasadena (Califórnia, Estados Unidos), responsável pelo controlo da missão, segundo cita a Lusa.

O robot Curiosity enviou os primeiros sinais pouco antes de reentrar na atmosfera do planeta Marte e da aterragem em solo marciano prevista para as 05:31 TMG (06:31 em Lisboa), anunciaram as equipas da NASA na Califórnia.

“Nós recebemos sinais, parece estar a correr bem”, declarou um membro da missão de controlo, no Jet Propulsion Laboratory (JPL) de Pasadena, no Estado norte-americano da Califórnia.

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A Agência Espacial Norte-Americana investiu 2,5 mil milhões de dólares no Curiosity.

Lançado a 26 de novembro de 2011 do Cabo Canaveral, na Florida, o robot de seis rodas Curiosity é o maior e o mais perfeito engenho de exploração alguma vez enviado para outro planeta.

Mas a sua aterragem é também a mais difícil de todas aquelas com que a NASA já se confrontou, porque o Curiosity é demasiado pesado para que o impacto seja amortecido por sacos com ar.

Por isso, os engenheiros conceberam uma espécie de “grua” com foguetões na retaguarda que susterá o robot com a ajuda de cordas de nylon nos últimos segundos da descida.

Antes disso, a nave conhecerá sete minutos de descida vertiginosa durante os quais a velocidade passará de 21.243 quilómetros por hora para 2,74 quilómetros por hora.

Um imenso paraquedas supersónico de 21 metros de diâmetro abrir-se-á logo após a largada do escudo térmico, para travar a nave abaixo da velocidade do som.

Durante esse momento crítico, duas sondas da NASA em órbita à volta de Marte, bem como uma sonda europeia, estarão à escuta de sinais do Curiosity e transmitirão os seus dados aos cientistas reunidos em Pasadena.

  “Se formos bem-sucedidos, este será um dos maiores feitos da história da exploração espacial”, afirmou hoje Doug McCuistion, diretor do programa de exploração de Marte na NASA.

Sublinhou, no entanto, que pousar o Curiosity em Marte “é muito difícil” e que “o fracasso é possível”, recordando que só 40 por cento das tentativas passadas de enviar naves a Marte foram coroadas de êxito.

“Um fracasso seria um revés, mas não um desastre”, acrescentou, afirmando que a NASA aprenderia com os seus erros e continuaria a ir em frente.

[youtube id=”BudlaGh1A0o” width=”600″ height=”350″]   As condições meteorológicas mantêm-se boas na região da cratera de Gale, onde deve pousar o Curiosity.

Uma tempestade de poeira identificada há alguns dias dissipou-se, dando lugar a uma “nuvem de poeira bastante benigna”, precisou no sábado Ashwin Vasavada, um dos cientistas que lideram o projeto.

Se o Curiosity conseguir aterrar sem problemas, levará a cabo uma missão de dois anos em Marte.

Alimentado por um gerador nuclear, tentará descobrir se o ambiente marciano foi propício ao desenvolvimento da vida microbiana.

Para tal, o robot possui numerosas ferramentas, entre as quais um mastro com câmaras de alta definição e um laser para estudar alvos até sete metros.

Outros instrumentos analisarão o ambiente para aí procurar moléculas de metano, um gás frequentemente ligado à presença de vida, já detetada em Marte em várias ocasiões por uma sonda norte-americana em órbita.

O robot poderá também furar o solo para fazer recolha de amostras e analisá-las.

Segundo com McCuistion, a missão Curiosity é “absolutamente crucial” para determinar se os terrestres estão sozinhos no universo, como Marte se transformou em planeta árido e preparar o eventual envio de seres humanos para o planeta vermelho.

A tempestade de pó localizada há alguns dias perto do local da aterragem dissipou-se e deu lugar a «uma nuvem de pó bastante inofensiva», descreveu o cientista, citado pelas agências internacionais, acrescentando que não se espera que esta nuvem venha a afetar a entrada, a descida ou a aterragem.

O veículo-robô de seis rodas, do tamanho de um pequeno carro, transporta um complexo kit de ferramentas para analisar as pedras e o solo de Marte, em busca de sinais de vida no planeta vermelho.

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A operação Marte ¿ que deverá iniciar-se às 5:31 de segunda-feira (6:31, hora de Lisboa), prevê-se dramática, com direito a separação da nave especial, descida de paraquedas e aterragem lenta.

No final de uma viagem de mais de 565 milhões de quilómetros, a «Curiosity» deverá tocar a superfície de Marte quando este planeta se encontrar a 248 milhões de quilómetros da Terra.

Lançado a 26 de Novembro de 2011 e orçado em dois mil milhões de euros, o robô-explorador viaja a uma velocidade de 12.800 quilómetros por hora, mas, uma vez dentro da órbita de gravidade do planeta, deverá acelerar até aos 21.200 quilómetros por hora.

O robô Curiosity enviou os primeiros sinais pouco antes de reentrar na atmosfera do planeta Marte e da aterragem em solo marciano prevista para as 05:31 TMG (06:31 em Lisboa), anunciaram as equipas da NASA na Califórnia.

«Nós recebemos sinais, parece estar a correr bem», declarou um membro da missão de controlo, no Jet Propulsion Laboratory (JPL) de Pasadena, no Estado norte-americano da Califórnia.

A aterragem em Marte do robô Curiosity é um «feito tecnológico sem precedentes», declarou esta segunda-feira o presidente Barack Obama.

«A aterragem com sucesso do Curiosity – o laboratório mais sofisticado de sempre a aterrar noutro planeta – assinala um feito tecnológico sem precedentes, que será lembrado como um marco de orgulho nacional no futuro», disse Barack Obama em comunicado.

Curiosity é um laboratório andante de seis rodas, com dez instrumentos científicos.

Mede três metros de comprimento e 2,8m de largura, uma altura máxima de 2,1 metros e um braço para fazer experiências.

Tem 899 quilos: em comparação, o Opportunity, o Rover da NASA da geração anterior, que há mais de oito anos rola pela paisagem marciana, pesa menos de um quarto.

 

 Site oficial da missão: Curiosity

 

 O que pensa da missão do Curiosity ?

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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