Como se devem preparar as organizações para o RGPD?

A S21sec promoveu no passado dia 10 de abril, um evento que contou com a presença da IBM Security e da Symantec e que teve como principal objetivo promover o debate e a partilha de ideias relativamente ao Regulamento Geral de Proteção de Dados e as suas implicações tecnológicas.

Carla Zibreira, global head of consulting services, S21sec

Em plena era da transformação digital, as organizações estão a adotar ambientes multicloud e acabam por ter a a sua informação dispersa por diferentes providers. Se a cloud já por si levantava algumas questões de proteção entre as organizações, com dados espalhados entre diferentes providers, a vulnerabilidade das organizações torna-se bastante mais acentuada e o desafios para organizações de proteção como a Symantec é ainda maior. Élio Oliveira, territory manager da Symantec, explicou que, aos fabricantes de cibersegurança, a atenção está voltado para a proteção das organizações. “Mais do que olhar para o panorama de ameaças que existem hoje em dia, olha-se para uma estratégia de proteção”, referiu.

Para o territory manager da Symantec, a proteção é hoje uma área indissociável de qualquer plano de negócios de qualquer empresa. Confiança é o que as organizações querem transmitir ao mercado e, tendo em conta que com o novo RGPD estas são obrigadas a comunicar possíveis violações de dados de que sejam vítimas, não são as coimas o que as preocupa, mas sim os danos reputacionais a que estão sujeitas num cenário desta natureza.

Rui Barata Ribeiro, security programa informático sales leader da IBM Security , afirmou que o “RGPD é um caminho”. Mas alertou que, além de estarem protegidas contra ameaças externas, as organizações têm de estar atentas aos seus colaboradores. As organizações lidam com grandes volume de dados sensíveis e, em consonância com a IBM Security, em média, 70% dos colaboradores das organizações têm um acesso desnecessário a dados sensíveis.

Assim, é necessária tecnologia de proteção, que proteja os dados e a integridade das organizações, mas também que faça uma gestão de acessos aos dados. O RGPD é um tema tecnológico mas, tal como afirmou Rui Barata Ribeiro, poderá vir a tornar-se, em última instância, numa “tema civilizacional”.

Fonte: ITinsight

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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