Cientistas japoneses criam robô biohíbrido

robo

Em ficção científica um dos subgrupos de robôs que vem ganhando espaço são os ciborgues. Nas palavras do arnoldinho sopa de letra:

“Sou um organismo cibernético, tecido vivo sobre um endoesqueleto de metal”

Essa tendência é essencialmente economia de custos, muito mais barato dispor um robô de carne e osso, mesmo carne à primeira, como em BSG, do que fazer robôs práticos ou por CGI. Isso também abre espaço para histórias de robôs infiltrados entre humanos.

Em alguns casos como Battlestar Galactica os robôs são tão humanos que é preciso teste genético para identificar a sua real condição. Outros, como o T-800 usam tecido vivo com fins de decoração e camuflagem, mas há uma terceira vertente que vem da ciência, embora soe como ficção: biohíbridos.

O conceito é fascinante: é covardia tentar imitar com componentes mecânicos o que a Evolução gastou bilhões de anos aprimorando biologicamente, portanto ao invés de reinventar a roda, vamos adaptar a solução biológica.

Saiba a mão humana: São 27 ossos, 33 juntas, 19 músculos e 57 ligamentos (menos, se você for ex-presidente presidiário). É uma ferramenta de precisão incrível, nenhum manipulador robótico chega perto de u’a mão humana.

Curiosidade: Apesar disso a mão como toda obra da evolução é cheia de gambiarras. Um bom exemplo: Coloque a sua mão espalmada na mesa. Levante um dedo de cada vez. Perfeito, certo? Neste momento recolha o dedo médio, assim:

dedo robo

Neste momento tente mexer os dedos. O anular apenas não se move. Ele partilha um tendão com o dedo-médio.

Mesmo com essas limitações a mão é superior, portanto que tal aproveitar essas estruturas para mover robôs, ao invés de motores, cabos e similares? É o que pensou o grupo de cientistas do Instituto de Ciência Industrial da Universidade de Tóquio, composto por Yuya Morimoto, Hiroaki Onoe e Shoji Takeuchi. No paper Biohybrid robot powered by an antagonistic pair of skeletal muscle tissues eles explicam o que é isto:

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OK eu mesmo explico: Os dois negócios brancos são fibras musculares cultivadas em laboratório. Elas estão presas a uma estrutura impressa em 3D, e imersas numa solução com nutrientes e oxigênio.

Através de indícios elétricos os cientistas conseguiram fazer os mini-músculos se contraírem e expandirem, mexendo o “dedo” robótico. Claro que é um primeiro experimento, (infelizmente) não vai sair uma Caprica 6 do tubo de ensaio, mas é uma idéia a ser contemplada.

Aqui no vídeo a demonstração das fibras em ação:

Isso em teoria tornaria os robôs mais frágeis, mas duvido. Eles serão espertos o bastante para construir armaduras externas comandadas por seus ágeis dedos musculares, que apertarão sem dificuldade os botões “matar”, “esmagar” e “arruinar”.

Fonte: Instituto de Ciência Industrial da Universidade de Tóquio

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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