7 motivos para não instalar o Pokémon GO

pokemon-hurtSe vive neste mundo já se deu conta que há um novo jogo e que está a ter um grande impacto por todo o mundo. Por isso aproveitamos o Pokémon GO para fazer mais um artigo. Com este artigo, esperamos que o leitor fique mais atento antes de instalar o jogo ou quando o utiliza.

Possivelmente instalou no telemóvel ou está a pensar nisso. Se estás a pensar nisso…não o faça! Perceba a seguir porque aconselhamos a que não o faça.O Pokémon Go usa dados de geolocalização para colocar os pokémons no mundo real — assim os jogadores podem capturar, trocar e usar em batalhas com amigos.
O app, criado numa parceria da Nintendo com a Niantic, foi desenvolvido através de uma mistura de nostalgia com realidade aumentada.
Esta estratégia resultou tão bem que a moda japonesa dos anos 90 voltou a ser um assunto mundial. A aplicação tornou-se tão popular que já superou na App Store americana, em números de download, gigantes como:

Netflix
YouTube
Facebook
Instagram
Snapchat

Além disso, a aplicação Pokémon Go é o mais descarregada actualmente nos Estados Unidos…
Mas para todos aqueles que como nós gostam de tecnologia mas são prudentes na sua utilização vamos mostrar a seguir 7 motivos para não fazerem o download da aplicação para o seu smartphone:

 

1. Vamos ser mais vigiados que nunca!

Assim como aquele familiar que nos vem fazer uma visita e depois acaba por ficar dias e mais dias, o Pokémon Go também não respeita o nosso espaço.


Na verdade quando fazemos o download do jogo, estamos a dar permissão para acederem a todos as nossas outras aplicações do telemóvel (especialmente o Google).
A política de privacidade do jogo diz:
“…aggregated information and non-identifying information with third parties for research and analysis, demographic profiling, and other similar purposes…”
No bom português quer dizer que eles vão usar os nossos dados para “pesquisa e análise”. Resta saber exactamente o que eles querem dizer com isso.

 

2. Damos acesso total à nossa conta Google!

Este talvez seja o ponto que mais ameace a nossa atenção relativamente à segurança digital, se é que nos importamos com isto.
Quando descarregamos a aplicação, precisamos de criar uma conta para jogar. Mas para criar essa conta temos de utilizar uma conta que tenhamos num destes dois serviços:

Pokemon.com
Google.com

Quem tem uma conta no site do Pokémon? Ninguém. Ou melhor, poucas pessoas. E misteriosamente o site do Pokémon não está a aceitar novos registos.
Qual é então a solução? Usar a conta do Google. Aí é que está o problema. Normalmente quando permitimos que outro serviço tenha acesso aos nossos dados do Google aparece uma mensagem como

“Este aplicativo terá acesso ao seu endereço de email e nome”.

Por alguma razão que desconhecemos essa mensagem não aparece quando vinculamos a nossa conta do Google ao Pokémon Go.


Tal como nós, também Adam que trabalha com tecnologia, ficou intrigado com a falta da mensagem. Foi investigar quais eram as permissões que o Pokémon Go tinha sobre a sua conta do Google e ficou surpreendido com a descoberta. A informação dizia:

“Pokémon Go tem acesso total à sua conta do Google.”

Então foi ver exactamente o que o Google queria dizer com “acesso total”. A resposta é que, criar um personagem no Pokémon Go com nossa conta do Google faz com que a empresa Niantic possa:

Ler todos os nossos emails
Enviar emails como se fossemos nós
Aceder a todos os nossos documentos do Google Drive
Ver o histórico de pesquisas na internet e viagens com o Google Maps
Aceder a qualquer foto privada do Google Photos
E mais uma porrada de coisas…

Talvez confie à Niantic e à Nintendo todas essas informações, mas imagine o estrago que um hacker mal-intencionado pode fazer se conseguir aceder aos sistemas do jogo.

Certamente que são poucas ou nenhumas as aplicações que tem instaladas no seu telefone com o mesmo nível de permissões que o jogo Pokémon Go.

 

3. Vamos ter de competir com “batoteiros” profissionais!

Ninguém gosta de cheaters ou batoteiros, se preferir. E na nossa opinião as pessoas gostam menos ainda de batoteiros em jogos de realidade aumentada.
Sim, caros leitores, já existem pessoas a usar “batotices” no jogo Pokémon Go.
Há noticias de um jogador que usou simplesmente o seu drone para facilmente jogar por ele.

drone

Em vez de andar pelas ruas, que é um dos pilares do jogo, o “batoteiro” usava o seu drone e cobria todo um território que uma pessoa normal não conseguiria.
 

4. Podemos ser assaltados em Pokestops!

Um situação bizarra aconteceu com Sahyla Wiggins de 19 anos que estava a jogar perto do rio Big Wind de Wyoming e encontrou um cadáver já em avançado estado de decomposição.

imgCadaver
Mas se encontrar um cadáver num local remoto não é um motivo suficiente para si então fique a saber que também pode ser assaltado.

Aconteceu em O’Fallon, Missouri nos Estados Unidos da América. Segundo uma publicação do Gizmodo, quatro homens assaltaram cerca de dez pessoas que estavam a caçar monstrinhos. A estratégia era infalível.
Procuravam no mapa do Pokémon Go onde havia PokeStops que podiam usar como armadilha, e então iam para lá esperar pelas pelas vítimas distraídas a olhar para os telemóvies.

drug
PokeStops são locais fixos onde os treinadores de Pokémons podem obter itens especiais. Os assaltantes sabiam que as vítimas apareceriam com os seus smartphones todos contentes.

 

5. Perdemos momentos importantes da vida!

“Ele não poderia deixar este Pidgey escapar!”
Provavelmente já percebeu que o Pokémon Go é muito viciante, aliás, como deve ser qualquer bom jogo.
Há pessoas no Twitter a escrever coisas como “a minha vida mudou depois que descarreguei a aplicação”, “a minha mãe pensa que ando na droga, porque sabe que odeio caminhar”, “acabei de invadir o quintal do meu vizinho” e “ontem não almocei para poder capturar Pokémons”.
A sério, parece-nos uma coisa verdadeiramente surreal.
Se os adultos estão completamente viciados os pelo jogo, imaginem o que está a acontecer na cabeça das crianças e dos adolescentes. Para eles não existe “realidade” e mundo “virtual”, está tudo junto e misturado.
As consequências são muitas, mas o que achamos mais curioso é que os treinadores Pokémons não conseguem deixar o mundo virtual mesmo em momentos inoportunos. Como foi o caso de Jonathan Theriot.
O individuo capturou um Pokémon Pidgey enquanto a esposa dele estava prestes a dar à luz o seu próprio filho.

pidgey
Esta história real mostra como as pessoas vão desperdiçar alguns momentos importantes no mundo real para ter momentos importantes no mundo virtual. Se fizerem o download do jogo contem com isso.

 

6. Gastamos o plafom da Internet!

Descarregou o Pokémon Go e tornou-se num treinador de Pokémons. Capturou um Charmander na cozinha, capturou um Rattata no quintal, capturou um Weedle no vizinho… mas quando queria apanhar  o Zubat do outro lado da rua, acabou o plafom da Internet…


Pense bem antes de instalar a aplicação se já anda à “rasca” pra usar o Whatsapp, Twitter e Facebook com os planos de dados que tem com a sua operadora acha que vai conseguir ser um mestre Pokémon?
Nos achamos que não porque a NOS, a MEO, a Vodafone, etc não lhe vão dar mais tráfego de Internet para poder andar a caçar!
Para poder jogar Pokémon Go precisa que o seu smartphone esteja constantemente à procura e a transmitir a sua localização por GPS.

 

7. Vamos gastar muito dinheiro!

Vamos supor novamente que estamos no meio de uma aventura. Precisamente, atrás de um raro Squirtle, quando recebemos a mensagem que ficamos sem plafom de internet.
É óbvio que vamos comprar mais um pack de Internet. E com o vicio a aumentar é óbvio que vamos gastar cada vez mais dinheiro para nos manter-mos ligados. (até subscrever o plano ilimitado)
Tem outro ponto.


O Pokémon Go tem algumas tecnologias novas que exigem uma boa capacidade de processamento, ou seja, um smartphone rápido. Além disso, a utilização constante do GPS vai gastar-lhe rapidamente a bateria. No fim das contas, provavelmente vai ter que desembolsar uma boa quantia (ex: powerbank) para poder jogar caso ainda não tenha um telemóvel recente.
A informação oficial do site da Niantic diz que as configurações, ou requisitos mínimos, para podermos jogar o Pokémon Go são:

ANDROID

Android 4.4 ou superior (Android N não terá suporte até o lançamento oficial)
Resolução preferida de 720×1280 pixels (não optimizada para tablet)
Acesso à Internet Wi-Fi, 3G ou 4G
GPS e serviços de localização
CPUs Intel não são suportados

IOS

iPhone 5
iOS 8
Acesso à Internet Wi-Fi, 3G ou 4G
GPS e serviços de localização
iPhones com jailbreak não terão suporte

Além disso, como acha que a Nintendo e a Niantic vão ganhar dinheiro?
Muito simples, fazendo com que, iludidos com a febre de conseguir mais pokemons, compremos itens no jogo. Primeiro viciam as pessoas com a brincadeira e depois sugam o dinheiro com itens especiais e funcionalidades exclusivas. Felizmente ou infelizmente é uma receita clássica que dá sempre resultado.

Qual é a sua opinião? Vai mesmo assim descarregar o Pokémon Go ou vai tentar abstrair-se a mais esta moda?

Como pensa que estas novas aplicações de realidade aumentada vão influenciar os mais jovens?

Deixe o seu comentário abaixo e partilhe este artigo com os seus amigos. Será um prazer discutir mais sobre este assunto.

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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