Informatico Edward Snowden – Heroi ou Traidor ?

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Informatico Edward Snowden – Heroi ou Traidor ?

O ex-agente da CIA Edward Snowden , responsável pela revelação de dois programas de vigilância electrónica e telefónica do governo americano, disse nesta quarta-feira que pretende ficar em Hong Kong, onde está desde o dia 20 de maio. Ele também prometeu novas revelações sobre o caso, que suscita um grande debate sobre a questão da privacidade dos internautas em todo o mundo.edward_snowden

 

É um caso raro. Tradicionalmente, as fontes de informação dos grandes escândalos da democracia norte-americana preferem manter-se no anonimato.

Foi o caso de Mark Felt, o “garganta funda” do caso Watergate e, mais recentemente, de Bradley Manning a fonte da Wikileaks.

O primeiro assumiu o seu papel como confidente de Bob Woodward e Carl Bernstein já perto da sua morte. Manning foi apanhado e está a ser julgado.

Mas não foi essa a opção de Edward Snowden , um antigo assistente técnico da CIA e funcionário de uma empresa que presta serviços à Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana.

Uma semana depois de começarem a ser publicadas as primeiras notícias que davam conta da intromissão do governo dos Estados Unidos em dados pessoais dos seus cidadãos, Snowden pediu para vir a público e, em Hong Kong, contou ao The Guardian a sua história e os motivos que o levaram a revelar a existência, entre outras coisas, do Prism.

Através deste programam, a NSA consegue aceder às contas de email, histórico de Facebook, trocas instantâneas de mensagens, fotografias, basicamente tudo aquilo que fazemos online – e sem precisar de um mandato.

 

 

“Não sou traidor sou apenas um Americano”

 

As declarações de Snowden são trechos de uma entrevista exclusiva que ele concedeu ao jornal Le South China Morning, e que será publicada na íntegra amanhã. ‘’Não sou nem traidor nem herói. Sou apenas um americano’’, disse o técnico, que deverá fazer novas revelações “explosivas” sobre os programas do NSA, agência de segurança americana que monitora as contas de cidadãos americanos e residentes no Google, You Tube, Facebook, Skype entre outras empresas, além de ligações telefônicas.

Nesta entrevista, Snowden também falará sobre o medo das consequências do seu ato para sua família, além de seus projetos. O ex-agente da CIA de 29 anos vivia no Havaí em uma casa confortável com sua companheira. Seu pai, que vive na Pensilvânia, foi interrogado pela polícia, mas se recusou a falar com a imprensa.

A entrevista para o jornal chinês aconteceu em um local secreto em Hong Kong. Esta é a segunda vez que o técnico em Informática conversa com a imprensa, desde que revelou sua identidade ao The Guardian neste domingo. Parlamentares americanos exigem sua extradição, ressaltando que existe um acordo com Hong Kong neste sentido. Snowden poderia pegar de 15 a 20 anos de prisão.

“Muitos pensam que eu cometi uma falha escolhendo Hong Kong, mas estão enganados. Não estou aqui para fugir da Justiça, mas para revelar faltas erros graves”, disse. Ele também falou que lutará contra a extradição. “Minha intenção é pedir à Justiça e à população de Hong Kong que tomem essa decisão. Não tenho nenhum motivo para duvidar desse sistema.” O fundador do site Wikileaks, Julian Assange, o aconselhou a se refugiar na Rússia ou na América do Sul.

Uma pesquisa do jornal Washington Post e do Instituto Pew, publicada nesta segunda-feira, mostrou que 56% dos americanos interrogados pensam que o rastreamento de ligações telefônicas é uma maneira “aceitável” para lutar contra a ameaça terrorista.

 

América defende-se: “Evitamos dezenas de ataques terroristas”

 

O general americano Keith Alexander, director da Agência Nacional de Segurança (NSA), defendeu nesta quarta-feira a legalidade dos programas de vigilância americanos expostos na semana passada, dizendo que são aplicados com uma supervisão rigorosa, e salientou a sua eficácia no combate ao terrorismo.

Os programas de vigilância telefónica e informática “ajudaram a evitar dezenas de ataques terroristas”, disse o general perante uma comissão do Senado, em Washington.

Alexander argumentou ainda que o trabalho da agência que lidera é sujeito a um rigoroso controlo. “Dada a natureza do nosso trabalho, poucas pessoas no poderes executivo, legislativo e judicial podem conhecer em detalhe o que fazemos ou ver que realizamos as nossas funções diariamente dentro das mais estritas regras, e que respondemos pelo nosso trabalho num quadro rigoroso de regime de supervisão do governo”, explicou, acrescentando: “Tudo depende da confiança. Nós funcionamos de forma a manter a confiança dos americanos e essa exigência é sagrada para nós”, disse Keith Alexander, considerando que não tem que haver um compromisso entre liberdade e segurança. “Não se trata de uma escolha, podemos fazer as duas coisas simultaneamente”.

A participação de espiões americanos nesta audiência do Senado, prevista há algum tempo e inserida num debate sobre cibersegurança, teve lugar seis dias depois da revelação sobre programas secretos da NSA para vigilância telefónica e electrónica nos Estados Unidos e no estrangeiro. A existência dos programas foi denunciada por Edward Snowden , um ex-consultor informático da agência que se refugiou em Hong Kong antes de enviar a documentação aos jornais The Washington Post The Guardian.

Alexander, por outro lado, reconheceu a necessidade de investigar como Snowden , um funcionário com poucos privilégios, teve acesso a informação tão sensível.

Snowden , acusado de uma série de crimes sobre revelação de segredos de Estado, fez saber nesta quarta-feira que irá contestar qualquer tentativa de extradição por parte dos Estados Unidos, garantindo que pretende ser julgado em Hong Kong.

 

Será o informático um Heroi ou um Taidor ?

 

Como era previsível, Edward Snowden – a fonte do The Guardian e do The Washington Post no escândalo do Prism, o programa que permite à Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos interceptar todo o tipo de comunicações electrónicas – tornou-se uma figura polémica.

Há aqueles que o consideram um herói, que luta pela transparência e pelo cumprimento da lei.

Outros, acreditam que ele é um traidor e que, por isso, merece ir para a cadeia.

Os argumentos de ambos os lados são válidos.

 

Numa altura o Departamento de Justiça dos Estados Unidos já está a preparar as acusações contra ele, é interessante tentar perceber o que os nossos leitores acham do que ele fez.

Por isso, O Informatico.pt estreia-se no mundo das sondagens. Não custa muito. Basta um clique.

 

Responda ao seguinte questionário:

 



António Almeida

geral@informatico.pt

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por tecnologia e informação.

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